Supernatural: 10×23 – Brother’s Keeper

[SPOILERS] Oh god, não estou preparado para o Wayward son… não estou… mesmo que o regresso seja a menos de um mês e vá sofrer menos do que todos vós.

O final da temporada como que dá uma volta completa em relação ao início. O décimo ano começou com um Dean demónio, longe da consciência e do razoável, ignorando os que mais o amam e apenas disposto a fazer as coisas à sua maneira. É exactamente esse o Dean que encontramos agora. A diferença é que antes era o demónio a agir, aqui é a raiva de Dean a guiar as suas acções. É bom de ver o nosso menino a esmurrar caras e a partir loiça, mas o nosso lado mais paternal lamenta vê-lo assim. Até da baby ele se viu livre! Sam e companhia fazem um último push para livra-lo da Marca, mas será que vão a tempo? Rowena empata, Castiel suplica e Crowley ajuda.

Já vos disse (mais que uma vez) que um dos melhores momentos da série para mim foi aquele almoço entre Dean e a Morte num restaurante italiano. Pois bem, uma das minhas personagens favoritas regressa e com mais texto do bom. Confessem, mal a Morte disse o que era a “Escuridão” vocês perceberam logo qual seria o tema da próxima temporada, certo?! Sempre que a série usa a Morte, fá-lo incrivelmente bem e aqui não foi excepção, adicionando mais uma deliciosa camada à mitologia de “Supernatural”.

Claro que Sam irá resistir ao plano desesperado de Dean, claro que vai haver trocas acesas de palavras, claro que os dois parvinhos vão recorrer aos punhos quando a língua não consegue convencer. Mas no final a verdade é só uma, o problema tem de ser resolvido e eles amam-se até à morte. Crowley encontra o único fruto de amor de Rowena e esta, sem dó nem piedade, liberta o que deverá ser o pior inimigo dos Winchester e do mundo quando Dean já tinha morto a Morte (será?!)

I think i just killed Death” – Dean

Mais uma vez uma temporada acaba com algo a cair do céu, mas as luzes são substituídas por relâmpagos e anjos por uma fumaça preta que nos fez pensar que estavamos em “Lost”. Tal como disse, mal a Morte falou da “Escuridão” percebi logo que Dean iria sair ileso e que este novo mal seria libertado no mundo. A questão é, o que significa este mal? O que irá trazer de novo? Será necessário unir o Bem e o Mal da Terra para fazerem o mesmo que Deus e os Arcanjos fizeram na Criação? Será finalmente esta a desculpa para trazer Deus para a série? Estará mesmo a Morte morta?! Tudo boas perguntas que nos fazem ansiar a 11ª parte desta aventura. Esperemos que seja algo bom e não Leviathans all over again… Desde os anjos que um inimigo não me suscitava tanta expectativa e curiosidade. Digno de apocalipse, please be good!

A série continua, assim como a minha promessa de ficar até ao fim. É verdade que há momentos de cansaço com as com as constantes repetições e fillers sem nexo, mas também há uma vontade enorme em ver como isto acabará. Será que Dean vive e Sam se sacrifica? Será que Dean se sacrifica para que Sam possa voltar para a Universidade? Será que os irmãos se vão tornar no “cadeado” que fechará a Escuridão novamente, unindo-os para a eternidade? Será que eles vão dar um soco na escuridão e partir na baby em direcção ao horizonte? A série é principalmente sobre a viagem, não o final, mas desejo muito que seja bom. Até lá, quero acompanhar Dean. Sam tem estado cada vez mais consistente e bom de seguir, mas é Dean que me puxa e prende, que dá à série um rumo e propósito. É ele o principal responsável pelos “altos”. É incrível o amor que tanto Padalecki como Ackles mostram pela série e espero honestamente que a tragam a um bom porto. Se desejo que a série acabe para o ano? Se for uma temporada como esta, sim. Os inícios e os finais são sempre incríveis, mas não chega, é preciso meios sumarentos, sem tantas quebras de hiato, episódios mais consistentes e frescos. Não têm a desculpa de dizer que não sabem como o fazer…

Até já, monstrinhos!

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