Supernatural: 6×12 – Like a Virgin

[SPOILERS] Antes de começar a review propriamente dita, uma palavra para o Ricardo Fernandes que tão bem escreveu sobre esta série, e quem vou tentar substituir nos episódios que restam da temporada. Um obrigado e um até já, de um fã para outro…

Esta temporada realmente tem sido estranha, como o Ricardo referiu numa análise passada. Tanto avança a 300 como pára, para comer uns cachorros nas roulottes. Não me interpretem mal, sei que os fillers são uma realidade e no caso de “Supernatural” nunca são mal aproveitados, fazendo sempre valer a pena, mas que é um pouco estranho, é.

Estava a espera que este momento de amnésia de Sam fosse durar uns episódios, que nos fossem empatar com uns déjà vus, uns flashebacks, até ele acordar para a vida daqui a 5/7 episódios. Nunca esperaria que fosse já neste.

Sam, O Inocente, volta assim ao mundo, cheio de fome, de comida e aventura. Um dos sinais que provam que o velho garoto está de volta é o facto de ele não ficar zangado com a situação quando descobre o que Dean lhe fez (se é que havia razão para ficar. Encara tudo tranquilamente, pede desculpa e coloca logo aqueles olhinhos de gato das botas durante todo o episódio, como é seu costume. Nota-se a fragilidade que não se sentia no Souless Sam, e nisso à que dar os parabéns a Jared Padalecki pela interpretação.

Mas, e seguindo o fio com que comecei o texto, todo este processo foi “rápido demais”. Não é um típico caso de preso por ter cão… mas há o 8 e o 80! Fiquei contente que não se tivesse arrastado muito, mas esperava mais que uma conversa com Castiel (Misha Collins), que nem tivemos oportunidade de assistir. Não afecta o prazer que a série nos oferece, apena mais consistência oferecia mais qualidade, só isso. A questão fica: Aquele momento déjà vu poderá indicar que ele, consciente ou inconscientemente, vai acabar por “coçar” a Grande Muralha de Sam até a romper? E será que serão só as memórias vão voltar, ou o Sam Mau também?

Não é só o irmão mais novo que volta ao normal, Dean (Jensen Ackles), talvez com a consciência mais tranquila em ver o seu irmão melhor, fica também ele mais leve. Oferecendo-nos aquilo que mais gostamos nele, frases geniais e momentos leves/cómicos. Quem parece não estar muito convencido com tudo isto é Bobby (Jim Beaver). Estará apenas ressentido pelo seu “filho” o ter traído daquela maneira há tão pouco tempo e a ferida não ter sarado ainda, ou acha que tudo isto está a ser fácil de mais, esperando que algo de muito errado aconteça?

O outro momento que me fez questionar mais o episódio centra-se com o tema do episódio em si. O aparecimento desta “Mãe de Todos”, muito ao estilo de Lilith, faz-nos perguntar para onde quer o capitão levar este barco. Ter-se-ão apercebido que avançou tudo rápido demais na história “almas roubada / anjos ao barulho / irmãos serem a peça para desvendar tudo isto / plano tão secreto que nem a Morte sabe bem o que se passa”, e inserem esta personagem para nos entreter durante uns episódios? Ou terá tudo isto a ver com o plano inicial? Será esta nova personagem mãe dos dragões ou de tudo o que é demónios e monstros?

Curiosidades:

  • Quando Dean fala do “no twelve side joke” refere-se aos dados de Dungeons & Dragons, que têm 12 lados.
  • Dean: “So, how do you open that door? Ask Cloverfield” – Refere-se ao filme “Cloverfield” em que há também um alien/monstro com aspectos “dragonescos”. Se me recordo bem do filme, também ele aparece na Terra como se viesse de um “buraco”.
  • Ainda bem que esta é uma série da CW, qualquer menina que apareça, por muito pequeno que seja o papel, é sempre fácil ao olhar…

Melhor: Dean, na falta de melhor palavra, a “borrar-se” todo quando tenta tirar a espada da pedra.
Pior: A apontar algo de relevante, inconsistência de velocidades que a história geral tem tido.

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