Supernatural: 6×16 – …And Then There Were None

[SPOILERS] “The Mother of all of us…and The End of all of you…” “Supernatural” tem enredos neste momento, para fazer uma season finale por episódio até ao final da temporada, logo, antes de uma longa paragem, podia ter-se esforçado mais um “cadinho” e deixar-nos mais empolgados com o que aí vem e não andar a alterar o fio condutor a cada semana (guerra civil na semana passada… Mãe de Todos nesta…)

O episódio começou com uma “reintrodução” da Mamã Monstro (Julia Maxwell). Pairava no ar quem seriam estes Todos, confirmou-se que se referia a tudo o que é meninos bonitos que assombram o planeta. Mas é muito curioso a maneira como ela se refere a Deus, chamando-o de “vosso Pai”, o que levanta a questão, será ela algum tipo de esposa de Deus? O anti-Deus? Ou apenas a Eva que mordeu o fruto errado?

Pessoalmente fiquei grande fã dos M&M (monólogos malignos), quer seja proferido por Satanás, a Morte ou anjos, ficaram como uma espécie de imagem de marca da série. O discurso no camião sobre Deus é mais uma para guardar no baú.

“Your Father made you and then abandoned you. So you pray. You see signs where there’s nothing. But truth is, your Apocalypse came and went, and you didn’t even notice. A mother would never abandon her children like He did. You’ll see.”

Mas afinal do que sofreu este episódio? Eu sei que “Supernatural” é uma série “obESCURA”, mas foi demais neste episódio. Não gosto de tanta escuridão em que tenha de fazer esforço para ver as personagens. Acaba por ser isso o pior do episódio no geral, esta “caixa” na forma de fábrica de conservas em que todo o episódio esteve, não se aventurando para além dela. Não nos deixou com um bom cliffhanger para este período que aí vem.

Ficaria bem mais satisfeito se todo este confronto tivesse sido com a Mãe em si. Justificaria melhor a morte (corajosa por parte dos argumentistas) destas três personagens recorrentes. Se puséssemos numa balança o sacrifício destes coitados VS ficarmos a conhecer melhor a Mãe, não dava um balanço positivo. Samuel (Mitch Pileggi) já foi atrasado, Rufus (Steven Williams) não vai deixar tantas saudades como os argumentistas quiseram impôr e Gwen (Jessica Heafey) daqui a dois episódios já ninguém se lembra dela. Após estas três ceifadas ainda chegou a assustar aquela vista dos irmãos sobre a campa, mas não teriam assim tanta coragem que se atrevessem a matar Bobby (Jim Beaver)…

Até logo “Supernatura”l, vamos ter saudades tuas, pá!

Curiosidades:

  • O título do episódio “And Then There Were None” é uma referência ao livro de Agatha Christie de 1939 onde dez individuos, que foram envolvidos nas mortes de outras pessoas, foram convidados para uma ilha. Enquanto lá estão, todos vão sendo assassinados e à medida que as mortes vão ocorrendo fica claro para os hóspedes que um deles é o assassino.
  • Dean: “Khan worm on steroids”. “Khan” é uma referência ao “Ceti eel” do filme do “The Wrath of Khan” da saga Star Trek. Também este entra pelo ouvido, envolve-se no tronco do cérebro da pessoa tornando-os susceptível à sugestão, e eventualmente causando loucura.
  • Um dos nomes que aparece no telemóvel de Sam, Chris Cooper, é o chefe de adereços da série.
  • Quando Bobby ataca os irmãos com uma faca, segura-a de uma maneira diferente em diferentes planos.
  • Rufus: “It’s not rocket surgery”. Os americanos usam duas expressões para dizer que algo não é muito difícil de fazer: “It’s not brain surgery” e “It’s not rocket science”…”rocket surgery” é um mix genial.

O Melhor: A coragem em matar tantas personagens. Eva e mais um M&M. Bobby de cabelo “lambido”.
O Pior: Não foi o episódio que poderia ser.

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