Supernatural: 6×17 – My Heart Will Go On

[SPOILERS] Depois de uma ausência de sete semanas, “Supernatural” volta a todo o gás para resolver todos os mistérios pendentes, a começar já neste, onde nos explica tudo o que se passa com as almas roubadas. Foi mesmo aquele episódio que os fãs queriam ver!

A não ser que não tenham visto o episódio, já perceberam que fiz uma introdução irónica ao episódio. Este “My Heart Will Go On” foi tudo menos o que se esperava depois de uma ausência tão prolongada, o que é pena, por múltiplos factores.

Bom ponto de vista: Foi mais um episódio engraçado, com Dean (Jensen Ackles) em grande (chocante!), a liderar mais um enorme piscar de olhos, desta vez a tudo o que é mundo “Titanic”. O início do episódio é absolutamente normal e a maneira como nos enganam sobre a continuidade da história (e da História) é muito bem conseguido. O carro provoca o primeiro “Ah?!” e a presença de Ellen vem confirmar que algo está definitivamente off. Depois de já terem dado a volta a quase tudo o que é seres mitológicos, só faltava mesmo ao Destino (Katie Walder) e os irmão não iriam com certeza deixar passar esta oportunidade. Bastante “curioso” como os argumentistas nos apresentaram o valor da vida: 50.000 é um número, mas quando se coloca caras a duas delas, e o afecto que a isso advém, é fácil perdermos a perpectiva das coisas… mesmo que esses milhares supostamente não deveriam existir. Este Baltazar (Sebastian Roché) faz-nos pensar o quanto bestial não seria vê-lo lado-a-lado com Gabriel/Trickster (Richard Speight Jr.) a fazer asneiras e Bobby (Jim Beaver) sobre a influência de Ellen (Samantha Ferris), que dizer, sempre impecável!

Mau ponto de vista: Infelizmente é o ponto maior do episódio. Seria de esperar que depois de uma pausa tão grande, e considerando que faltam apenas cinco episódios para o final de temporada, a série nos trouxesse bem mais desenvolvimentos nos inúmeros “fios de ouro” pendentes desta temporada. Começa a ser óbvio (espero estar imensamente enganado) que estão a enrolar tudo para ter o que arrastar na próxima temporada, o que seria uma enorme quebra nas minhas expectativas da série.

Sim, este episódio foi bastante divertido mas o “French Mistake” foi apenas há dois episódios atrás! Não passou assim tanto tempo desde o último “piscar de olhos”, havia mesmo necessidade de fazer algo assim novamente, tão cedo? Gozem, mas não tanto…

Quando vi o início daquele confronto, bem interessante, entre Atropos e Castiel (Misha Collins) cheguei a pensar que fossem salvar o episódio com importantes revelações, mas o sumo foi tão pouco que nem deu para desconsolar. Era mesmo necessário darem-nos tão pouco? É mesmo preciso enrolar a narrativa? Não me parece…

Para que não deixe dúvidas, este décimo sétimo episódio teria sido um décimo segundo episódio com “satisfaz bastante”, mas agora esperava mais, exigia mais. Peço desculpa ao fãs (como eu) de “Supernatural” por esta análise agridoce, mas acho que me fiz entender. A nota do episódio pretende retratar não o valor do episódio, mas o quanto desiludiu este regresso. Espero que tudo volte ao normal para a semana, o que pela sinopse, não me parece.

Para não sairmos tão tristes, aqui ficam as verdadeiras pérolas do episódio:

Dean: I mean, accidents just don’t happen accidentally. (Sam olha para Dean) You know what I mean!

Dean: I see. Uh, was anyone ever killed or maimed in a war? Or, you know, some other violent thing?
Shawn Russo: What do you mean?
Dean: Like something so dark it would sully future generations.
Shawn Russo: Uh, no.
Dean: Good. Good stuff. Anyone own a slave?
Shawn Russo: What?
Dean: Routine question. Any ties to the Nazi Party?
Shawn Russo: Excuse me?
Dean: Did Grandma ever piss off a gypsy?

Dean: Too soon?
Sam: Yeah Dean, I’m pretty sure six seconds is too soon.

Dean: Who do you have to kill to be killed around here?

O Melhor: O momento “one way or another”. Dean e tudo que tenha a ver com Titanic, Celine Dion, Billy Zane e Ashton Kutcher.
O Pior: O “mau ponto de vista” é mais forte…

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