Supernatural: 6×18 – Frontierland

[SPOILERS] O fascínio de Dean por westerns é bem conhecido e há muito que os fãs pediam um episódio temático. Como há aquele velho ditado que diz “se não consegues vencê-los, junta-te a eles”, é o que vou fazer com este episódio. Então: 48 horas antes… há 150 anos atrás…

Dean: You know me, I’m a posse magnet. I love posse. Make that into a t-shirt.!

É necessária uma arma para derrotar a “Mamã dos esquisitos” e foi com excessiva facilidade que se chegou à conclusão que bastava pedir o homem de todos os trabalhos para os transportar para o passado, e já está. Os irmãos viajaram para se meterem em alhadas, piadas e confusões e… blá blá blá!

Foi o máximo que consegui escrever sem que tivesse de dar a minha real opinião. Foi um episódio por muitos adorado por essa internet fora, mas não por mim. Faltam quatro episódios para o final da temporada e andamos a brincar aos fillers, às temáticas e às paródias. Mistérios revelados às pinguinhas, conversas em enigmas e tudo a avançar a 10km/h.
Sei que é uma perspectiva muito única, mas de quem está habituado/farto de ser enrolado por séries que começam a empatar tudo para benefício próprio, até que alguém as ameace de cancelamento para acordar, há coisas para as quais se deixa de ter paciência para aturar. Pronto, já estou mais calmo…

Bobby: I didn’t get a soulonoscopy for nothing.

Quanto ao episódio em si. Há quem possa dizer que foi uma boa oportunidade de vermos Samuel Colt (Sam Hennings), uma grande figura no mundo de “Supernatural”, mas a maneira como foi pouco aproveitado quase dá pena. Fiquei com dúvidas se aquela Fénix (Matthew John Armstrong) seria apenas um demónio diferente ou outro tipo de criatura mitológica e nem vou perguntar como é que o Colt conseguiu ver a morada e a data num aparelho que ele nunca viu na vida.

Mais alguém ficou com a impressão que Castiel (Misha Collins) está a ir por caminhos menos católicos para vencer a sua guerra lá em cima? A maneira como usou a alma de Bobby (Jim Beaver) deixa a entender que pode estar a usar almas para seu benefício, retirando-lhe poder. Mas isto já tinhamos percebido no episódio passado, logo, nem isto é novidade e mais não nos foi revelado.

Castiel: Well, the answer to your question can best be expressed as a series of partial differential equations…
Bobby: Aim lower.

Valeu Dean (Jensen Ackles) e as tiradas geniais do costume, assim como as 1001 referências que abundaram pelo episódio:

  • “We’re gonna Star Trek IV this bitch!” – O enredo deste filme envolve uma viagem no tempo da nave Enterprise, para 1986, em  busca de umas baleias para que possam comunicar com uma sonda alien.
  • O genérico inicial é uma homenagem a serie western dos anos 60, “Bonanza”.
  • Deep Space 9: Cecily Adams, a falecida mulher de Jim Beaver (Bobby) teve um papel em Deep Space 9.
  • Deadwood: Jim Beaver participou nessa série. Fez o papel de um explorador chamado “Ellsworth”
  • “Yippee ki-yay, motherf**ker!” é uma frase de Joh McClane (Bruce Willis) nos filmes “Die Hard”.

É óbvio que estou a dramatizar, em muito, a minha opinião. O episódio foi engraçadíssimo, diverti-me imenso enquanto o vi, mas no fim fiquei chateado pelo pouco sumo que me deram. O tempo começa a escassear e não vejo jeito de: vencer a mãe de todos, ver a guerra dos anjos, o que acontecerá a Sam e à sua grande muralha, a Morte e a importância dos irmãos no mercado negro das almas. Ah pois é, a série já foi renovada, vai haver muito tempo.

Na review passada disse: “Espero que tudo volte ao normal para a semana, o que pela sinopse, não me parece.”. Tenho pena que tenha acertado e torno a fazer o mesmo pedido para a semana. A nota é a mesma do episódio anterior, por uma questão de princípio, embora tenha sido ainda mais engraçado.

O Melhor: As camisas, a prostituta com herpes, e a 1/5 parte do electrão em que a história avançou.
O Pior: Pior do que já disse no texto todo?!

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