Supernatural: 7×01 – Meet The New Boss

[SPOILERS] Estão de volta! Sim, as minhas reviews de “Supernatural” estão de volta para grande alivio de todos vocês, meus fãs. Lamento a minha ausência mas infelizmente deixaram de transmitir os episódios durante meses, enfim. Têm a mania que são vedetas e a verdade todos vós foram privados de pura arte escrita!…E agora que eu já aparvalhei o suficiente para uma temporada inteira, vamos passar aquilo que vos trouxe mesmo aqui, “SUPERNATURAL”…

Ao som de “Slow Ride” dos Foghat entramos a todo o gás numa nova temporada, que todos os fãs esperam ser melhor que a anterior. Ao ver aqueles flashbacks é que nos bate o quanto aqueles irmãos já passaram…

Fundo branco com “sangue negro” escorre pelo ecrã do genérico, Castiel na total supremacia do seu poder. As falas, a sua postura e actos, todo ele emana poder, e eu adoro. Quem conhece a minha versão de “Supernatural” sabe que, além da pintura geral, tenho especial apreço pelos pequenos bombons, pequenos momentos dos episódios que são tão irónicos/engraçados/poderosos que ficam na memória. Cass (Misha Collins) na igreja, com a sua imagem de gabardine gravada nos vitrais foi um desses momentos…muito bom!

“Tell your flock where your genitals have been before you speak for me”

As apostas estão no máximo possível e os riscos também. Acabaram-se os feitiços, os truques e as armas, pelo simples facto que não existem feitiços, truques nem armas para esta situação. Os irmãos nunca passaram por isto, ninguém passou por isto, Deus não passou por isto.

As esperanças para parar um Castiel bêbado de poder (mais uma grande cena com ele a discursar para os Céus num prado coberto de anjos mortos) depositam-se na única entidade mais poderosa que o novo Deus (além do velho Deus), a Morte.

Desde a perfeita cena no restaurante há duas seasons atrás que a Morte conquistou um lugar de destaque, tornando-se numa das minhas favoritas (e que grande papel faz Julian Richings). Conseguem imaginar algo mais intenso do que uma conversa entre Deus e a Morte? Entre a cara de pânico dos humanos, a arrogância de novo poder de Castiel e a calma superficial da Morte, mais tenso era impossível.

Também a vida está diferente para os irmãos. Experienciamos um Dean (Jensen Ackles) sem esperança nem argumentos para o que se está a passar. Faz parte da sua maneira de ser lutar contra tudo e contra todos, vê-lo resignado com o destino diz muito do estado actual das coisas. Já Sam (Jared Padalecki), é difícil dizer o que se está a passar.

“We have to hunt that son of a bitch, unfortunately I forgot my God guns.”

Obviamente Castiel teria de pagar um preço pelas almas, aquelas colónias de que ele se apropriou para expandir o seu império, começam a reclamar independência, consumindo-o de dentro para fora. Descobrimos que Castiel não “engoliu” só almas, mas algo mais. Leviathans, as primeiras criações de Deus, os rascunhos, os rejeitados que era necessário expulsar para dar lugar ao Homem. O purgatório era isso mesmo, uma gaveta onde Ele guardava velhos projectos. Uma mitologia parecida com a grega, em que os Titãs governavam o mundo e foram enclausurados por Zeus.

Antes da sequência do vómito de almas, enquanto Castiel já pedia perdão pelos pecados cometidos, pensei que o arranque deste novo ciclo envolvia a fuga destas novas criaturas e consecutivamente uma temporada com os irmãos a caça-las. Não estava a espera que a ameaça permanecesse a mesma do inicio, apenas com outro “núcleo”. (viram as veias no rosto de Cass? lembram-se do genérico branco com fluido preto?!) Cass era bom, ficou mau, ressentiu-se…e ficou pior.

Na minha humilde opinião, “Supernatural” não podia ter começado melhor. Trouxe de volta as boas personagens que dispõe e conseguiu elevar os níveis da história a patamar bíblicos, literalmente. Muito provavelmente isto vai acalmar nos próximos tempos, com os irmãos a encontrar algo que fazer e este “Castiathan” a aparecer de vez em quando. Mas um grande começo já ninguém nos tira.

Outros grande momentos do episódio:

  • Crowley (Mark Sheppard) numa caravana a ouvir “Those Boots Are Made For Walking” de Nancy Sinatra.
  • A Morte a beber pela palhinha e a comer fast food.
  • Enquanto o tempo passa, Dean arranja o carro e ouve-se notícias na televisão sobre os actos de Castiel. Dean diz “Nada a dizer quanto a essa”… e quantos de vocês também não se importavam nada com algumas das limpezas referidas?
  • Que mais achou piada ao ver Jacob, perdão, Lúcifer (Mark Pellegrino) a dizer a alguém que aquilo é um sonho e tudo à sua volta é uma criação sua?!
  • Castiel no final possuído “Cass is gone… he’s… hmm dead! We run the show now”. Três personagens, nas três impecável.

Melhor: Misha perfeito! O nível que a historia alcançou. A ideia que o pior da temporada passada pode já ser passado.

Pior: “Religiosamente” nada…para além do facto de já não imaginar “Supernatural” com Misha só como recorrente.

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