Supernatural: 7×03 – The Girl Next Door

[SPOILERS] “Supernatural” chega ao terceiro episódio e parece ter vindo à tona apanhar um bocadinho de ar, depois de dois episódios em meio sprint, meio maratona.

Dean (Jensen Ackles) com perna partida…estamos habituados a vê-lo inválido, esmurrado e dorido, mas só temporariamente e vê-lo assim dá prolongamento a uma “fragilidade” da personagem que não estamos habituados (que jeito dava Castiel agora). A fuga do hospital conseguiu ser bastante tensa, dando uma boa ideia de suspense (falso suspense, porque já sabemos como ia acabar). Muito mal aproveitado foi o desaparecimento de Bobby (Jim Beaver), não nos deixaram sentir a sua falta nem muito menos explicaram como é que ele se safou, bastante anti-climático (ainda cheguei a pensar que não seria o verdadeiro Bobby no hospital).

Seria difícil mostrar Dean deitado numa cama durante quase um mês, por isso foi necessário um salto temporal. Três semanas que o nosso grupo de foragidos passou em completo low profile, longe do mundo e principalmente dos Leviathans. Serviu este tempo para Bobby descobrir mais sobre o inimigo junto dos outros caçadores, para Dean se curar e Sam aprender a lidar com as suas alucinações. O método parece ser o mesmo, provocar dor.

Quem não parou durante este período foram os Leviathans, que começam a ficar bem enraizados na sociedade e parecem determinados a encontrar o trio foragido. Será por pura vingança ou haverá alguma razão escondida para tão afincada perseguição?

O episódio foi centrado em Sam (Jared Padalecki), mas não pelas razões que se supunha. Ele parte para perseguir um serial killer “especial” que lhe foge há muitos anos, ou melhor, que deixou fugir. O tempo balança entre o presente e o passado com flashbacks recorrentes e após “ouvirmos” os dois lados da história surgia a dúvida: que decisão iria Sam tomar no final? Nenhuma, pois claro.
Nota: O que começa seriamente a irritar são estas conversas de irmãos sobre “sentimentos”: “Hey Sam, então como estás?”…mudem o disco!

O “caso da semana” valeu principalmente para mostrar o paralelismo de um monstro com a vida de Sam: um freak que tem que lidar com a sua freakinice no dia-a-dia. Comparado com muitos seres sobrenaturais que passaram pela série, Sam já é mais “monstro” que uma grande parte deles. A ideia que me fica, ou melhor, que continuo a ter de Sam é que possuído ou não ainda é um menino. A semelhança no modo de pensar com aquela criança é grande.

O final acaba por ser o melhor. Temos uma morte por queijo (a lembrar um pouco “Game of Thrones”) e Dean, pois claro. Confiar no irmão o tanas, o cachopo nunca teve estofo para lidar com as coisas pesadas e tem de ser Big Brother a limpar a casa. Adorei a frieza do momento: Dean mata com gelo e meio sorriso na cara, indiferente ao suplicar da sua vitima e, como se não bastasse, à frente do filho:

Jacob: “A única pessoa que vou matar és tu!”
Dean: “Procura-me daqui a uns anos…assumindo que sobrevivo até lá.”

Um momento genial que mostra um Dean maduro, sem noções de falsa inocência e que se for preciso sujar as mãos, lá terá de ser. Ficamos mesmo com a noção que quase toda a gente nesta série é um monstro, de diferentes tipos, uns mais outros menos, mas monstros. Afinal de contas “ninguém pode mudar quem é”.

Instalou-se um pouco de normalidade e rotina em “Supernatural”. Os irmãos em situação muito precária, com o inimigo e entre si, e uma falsa ideia de confiança a pairar no ar, já para não falar que desta vez são eles os perseguidos e a rede está bem montada. Fica a ideia/pequena desilusão que já voltamos ao “monstro da semana”.

Melhor: Dean a ver telenovela e a comentar com Bobby, genial! O soco a Sam na entrada do quarto. O final “crescido” de Dean.
Pior: Se Dean tem a perna partida, porque raio está de calças de ganga? Mesmo que estejam cortadas, como é que enfiou até ali? Um bocado parvo…

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