Supernatural: 7×04 – Defending Your Life

[SPOILERS] Se “Supernatural” fosse uma viagem Porto-Lisboa, este quarto episódio seria aquele momento em que entramos na auto-estrada. Em que começamos a perceber que daqui para a frente, salvo raras excepções, a estrada será mais ou menos a mesma e se não gostarmos do que estamos a ver nos espetamos nos rails.

Os Irmãos voltam mesmo à normalidade, desta vez são os próprios a confessarem-no. O caso “Leviathans” não apresenta novidades, então mais vale ocupar o tempo e cabeça com uns casos semanais até ao meio da temporada. Até o fim é normal, com a conversinha da praxe entre irmão ao sabor de uma cervejola.

O episódio chama-se “Defending Your Life”, em referência ao filme 1991 sobre um homem que tem de mostrar, depois de morto, que consegue superar os seus medos e inseguranças, se falhar volta ao mundo dos vivos. Mas se eu tivesse que escolher um título/tema seria sem dúvida “Culpa”. Nota-se que Dean (Jensen Ackles) perdeu qualquer coisa com aquele “homicídio”, desenvolveu um julgamento e ao mesmo tempo um desinteresse. Até então tentava fazer o correcto em cada situação, até não ser possível, mas agora parece que acabou a paciência para tudo o que é mau, mais vale espetar/dar um tiro/queimar/enfeitiçar logo, do que estar a perder tempo com juízos.

Osiris: I can make it very simple. Three witnesses.
Sam: Objection!
Osiris: Grounds?
Sam: Witness is being called without prior notice.
Dean: Good one.
Sam: I saw it on “The Good Wife”.

Toda a cena do tribunal teve a sua piada, mas se formos a ver bem não é mais do que um recap, ou carne mastigada…inicialmente.
Ainda pensei que fosse servir para criar um fosso entre irmãos, criar um buraco na consciência de Dean. Mas a morte que interessava não foi revelada e serviu apenas para nos entreter numa abordagem engraçada ao tema da culpa, com um Deus Osíris absolutamente aborrecido com o seu dia-a-dia para se sujeitar aquele teatro.

O episódio anterior serviu como pavio para este de auto-consciência de Dean. Em que este se apercebe de todo o “mal” que provocou, de todo o efeito dominó que desencaminhou, de todas as vidas que, directa ou indirectamente, tirou. E um Sam (Jared Padalecki), que já passou por tanto, que já nem o afecta. Em vez de ficar a remoer nas coisas, desligou.

Não se pode dizer que seja um episódio mau porque é mais daquilo que nos habituamos a ver em “Supernatural”. Mas um episódio sem Castiel, anjos, Lúcifer, Leviathans…em resumo, sem a historia de base, não é um bom episódio para mim.

PS- Falsos suspenses, não façam isso…já toda a gente sabe como vai acabar!

Perguntas:
– Porque é que ainda nenhum dos dois pôs óleo na porta do carro?!
– Porque é que há sempre nevoeiro nos cemitérios?!
– Irmãos vão ao cemitério, voltam para casa para ir à internet, voltam cemitério…alguém já ouviu falar em internet móvel? iPad? A gasolina é de graça naquelas bandas?!

Melhor: A possibilidade de ser um episódio sobre pura culpa (mas falhar).
Pior: Castiel volta! Estás perdoado…

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