Supernatural: 7×11 – Adventures in Babysitting

[SPOILERS] Há alguns pormenores pelo qual “Supernatural” vai ficar gravado na memória. Os recaps ao som de temas rockeiros é um deles.

Estamos em pleno momento aftermath, com os irmãos apáticos, sem destino, sem razões e força para lutar e principalmente alguém que os lidere e aconselhe. As semanas passam e apenas o “45489” distrai a mente saudosa, Dean (Jensen Ackles) lida mal com as emoções e fica resmungão e Sam (Jared Padalecki) dá uma de Madre Teresa e parte em busca do apelo dos inocentes.

Há por vezes certos sinais que nos dizem no início que tipo de episódio vai ser. Aquele desarmar do caçador foi uma má sequência de acção e até uma das lentes falsas do “monstro” está meia torta (como se vê na imagem de entrada do post), mas já lá vamos.

Nos comentários à review anterior comentava com o Daniel Catita que achava o número demasiado grande para ser coordenadas. Idiota como sou, acertei no tema e falhei na quantidade de números de uma coordenada. Mas já se estava mais do que adivinhar que seria algo assim, considerando que Bobby andava a espreitar mapas na mesa de Dick antes da fuga. Fiquei também com aquela sensação que estão a tentar substituir Bobby por Frank. A substituir uma personagem central e “original” por uma que parece aquele nerd dos policiais que trabalha na morgue, ou especialista forense. Aquela esquizofrenia e mau humor, além da idade e a história dark e sangrenta dão-lhe um ar único, mas espero que a substituição não seja mesmo o objectivo dos produtores.

Mas perguntam vocês: oh todo-poderoso e magnânimo Vítor, depois da morte de uma personagem tão importante, que temática é que eles escolheram? Que tipo de episódio foi este? Uma paródia? Um simples caso da semana? Um episódio que se centrou no aprofundar da história principal?…Este episódio foi um grande bocejo! Até à batalha final que foi tão má que me despertou logo.

Sam investiga e acaba agarrado a uma cadeira. Dean investiga e acaba com uma personagem secundaria a apoia-lo. A fórmula, mais uma vez, repete-se. Até a miúda durona (embora “engraçada” e mais ou menos bem representada) não fugiu ao molde. E o final? Os slow motions, os discursos, tudo tão…amador! Então se as Vetalas morriam com uma faca espetada no coração mais o torcer, porque é que morreram com um apunhalar no fundo da barriga?! Se a miúda é que tinha a faca e matou a sua parceira, porque é que a Vetala loira correu para o Dean e não para ela?! E se a miúda usou o gancho para abrir as algemas, prendeu o cabelo direitinho novamente antes de ir?! Foi tudo mau de mais. Para não escapar, o episódio termina com uma conversa pela noite, no carro em andamento, com um deles a dizer que está “bem”, quando o outro sabe que não está.

Seria de esperar que as semanas de ausência me tornassem mais tolerante para a “monotonia” de um caso da semana, mas não foi claramente o caso, irritou-me, confesso. Pelo que tenho lido online foi só de mim, e vocês o que acharam? No final é como Dean diz: há que continuar a lutar, continuar a ver “Supernatural” na esperança de algo melhor.

Nota final: o que significará aquilo da cerveja desaparecida?! Bobby?!
Nota mesmo final: Castiel, volta rápido por favor!

O Melhor: Dean a operar o guindaste. Ver a capuchinho vermelho (Meghan Ory) de “Once Upon a Time”.
O Pior: Aquele momento “Pai, espera eu liberto-te!” *refém*…por amor de Deus! O cheiro a amadorismo que impregnou todo o episódio.

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