Supernatural: 7×13 – The Slice Girls

[SPOILERS] Chegou o momento. O momento em que “Supernatural” pinta meia cara de azul, puxa do sotaque escocês e grita em revolta: “They may take our friends, our second father and our sidekick angel, but they will never take our freedom!”. Depois de um primeiro episódio espectacular, a série cresceu negativamente para as profundezas do abismo que é a mediocridade (nada melodramática esta abordagem) e atingiu novos baixos de qualidade. Não aproveitou a paragem de Natal, será que estas duas semanas foram o despertar de um monstro adormecido? Eu quero acreditar que este resto de temporada terá tudo o que tornou a série boa. Que dizem? Estão comigo?! HAAAAAA…Mas depois acordei.

No início do episódio saltou-me logo à vista o gosto por close-ups incrivelmente… close! Lembro-me outro episódio em que aconteceu o mesmo e fui inspecionar: exactamente há uma temporada atrás, no 6×13 – “Unforgiven”, foram usados alguns “zooms” bem exagerados. Este foi o primeiro trabalho como realizador do senhor Jerry Wanek, por isso está desculpado. Ainda para mais porque fez um bom trabalho na montagem sonoro-sexo-assassina que veio a seguir. Já há um tempo que Dean (Jensen Ackles)
não alegrava as meninas.

Qual é o pior pesadelo depois de um encontro casual? A rapariga engravidar. Pelo menos era, até aparecer a versão da mulher que engravida e dá a luz no dia seguinte.

Qualquer fã de televisão nascido antes dos anos 90 deve lembrar-se de “Hércules” e “Xena: A Princesa Guerreira”. As amazonas eram guerreiras com pouco dinheiro para gastar em indumentária, com predilecção pelas peles e todas elas descendentes de uma mulher com mamas grandes. As de “Supernatural” perderam esse brilho e aderiram ao século XXI, são mais discretas, é pena. Estas míticas criaturas – representadas inicialmente pela bela Sara Canning, que depois de morrer em “The Vampire Diaries” vem aqui dar uma perninha, ou uma filha – acabaram por não ser grande desafio. Enganem-se aqueles que pensavam que a história vai continuar no episódio seguinte. Aliás, pelos menos nos próximos dois teremos mais casos da semana e nada de Levianthans. Só há duas hipóteses, ou se luta contra a maré ou deixamo-nos ir. Mais vale desfrutar do que nos é oferecido, caso contrário vamos andar sempre carrancudos até ao fim da temporada.

Dean: “I heard they grow like weeds.”
Lydia: “You have no idea!”

O sumo do episódio acaba por vir no final. Uma lição para ambos, apesar de Sam (Jared Padalecki) parecer mais zangado com a inactividade do irmão. Dean percebeu que nem sempre é apontar e disparar, há casos e situações mais delicadas que, se pensadas, podem provocar a morte por hesitação. Sam devia, mas não parece que lá tenha chegado, ter percebido naquele momento o quanto foi injusto com o irmão por ele ter morto a sua namorada demoníaca num episódio anterior. Tentou-se também passar a ideia no discurso do irmão mais novo de que Dean desistiu de lutar, sinceramente não senti muito isso. Sim, ele evitou sempre a investigação, mas quando encontrou algo para desconfiar não desistiu. Não sei se não matar a filha com um tiro na testa se pode considerar uma irracionalidade, ou sinal de baixar os braços à luta.

P.S.: Descobrimos que o corpo de Bobby foi queimado, por isso não poderá voltar como fantasma/espírito. Mas foi evidente, mais uma vez, os pequenos sinais que pretendem deixar a presença dele viva. Anjo?!

Até para a semana “Supernatural”, estou a disbundar totil da tua cena. Continua assim mano, vais bueda bem e mandas muita cenário… Oh God!

O Melhor: O recap no início do episódio e a montagem de Dean vs assassinato ao som de “You Shook Me All Night Long” dos AC/DC.

O Pior: Nada mesmo, está tudo perfeito. Continuar assim!

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