Supernatural: 7×17 – The Born-Again Identity

[SPOILERS] Que todas as alucinações, tumores, fantasmas e visões fossem como este Lúcifer. Quase que temos penas que não nos assombre também, quase.

Lúcifer: “Come on, Sam. Tell the nice tweaker you’d be sleeping by now if the devil would just leave you alone for five seconds. Stupid Satan”.

Sam (Jared Padalecki) está a enlouquecer ao ritmo de alguém que já não dorme há cinco dias. Nunca a frase “quero morrer para descasar” foi tão apropriada. O seu estado clínico, perto da loucura, chama por um lugar à altura, o hospital psiquiátrico. Percebesse que Sam esteja a desistir, aliás, faz um pouco parte da sua personalidade aceitar o que tem de ser, mas não Dean (Jensen Ackles). Este não é o mesmo Dean que lutava contra tudo e contra todos, com fé de ferro e punhos de aço, é um ser mais derrotista. Mas não o suficiente para baixar os braços na luta pela alma do irmão. Ainda por cima com Bobby a dar uma ajuda (ainda há quem duvide que é ele?!). Já salientei o quanto genial é este Lúcifer (Mark Pellegrino)?!

Lúcifer: “What’s the longest a normal human being has ever gone without sleep? 11 days! Hey, you always wanted to be normal, Sam! If you are, you’ll be dead in a week!”

Quanto toda a esperança se esfumaça, o mais teimoso do mortal vira-se para a fé. Um Messias com poderes milagrosos é quase demasiado bom para acreditar, mas desperate times, call for desperate measures. E é aqui que entra o nosso Misha Collins, perdão, Castiel, perdão Emanuel! Um ser simples, desconhecedor da sua verdadeira origem (repercussões do controlo dos Leviathans) que vive uma vida relativamente normal com a sua nova mulher. Relativamente normal, não fosse o pequeno pormenor de curar maleitas com o toque. Crowley também está interessado nesta possível arma de destruição maciça que é o velho anjo, alguém que neste momento pode ser moldado à vontade do freguês. Quem se junta também à festa é a velha Meg (um demónio que é quase da família), outra interessada. E é assim, de repente Dean passa de sozinho a ter uma multidão de seguidores atentos. Sam esse vai-se distraindo no hospital com outra paciente que precisa de ajuda sobrenatural. Óbvio que teria de ser linda.

Lucifer: “Narcissistic personality disorder. Ok, now, this one I could have. Sets unrealistic goals, check. But trouble keeping healthy relationships? Not so sure about that one. Thoughts?”

Quem disse que um paciente com amnésia precisa de voltar aos sítios conhecidos e fazer as coisas do seu dia-a-dia, nunca conheceu um anjo com amnésia, porque o normal para este fantástico senhor é expulsar demónios com os dedos (isto não soou bem!). A recuperação foi rápida (graças a Castiel – eu sou da nova religião – que não arrastaram isto durante uns largos episódios) e o nosso menino está de volta!

Meg: You’re an angel.
Emanuel: I’m sorry? Is that a flirtation?
Meg: No, it’s a species.

O final é que já deixou um pouco a desejar. Foi surpreendente a decisão de Castiel em transferir para si Lúcifer mas tudo ocorreu com uma rapidez demasiado…rápida, deixando-me confuso. Meg vai ficar a tomar conta de Cass por uns tempos? O objectivo dele foi salvar Sam enquanto se auto-pune pelas asneiras que fez? Não há o risco de Lúcifer possuir o corpo de um anjo e voltar ao controlo de alguém poderoso? Muitas perguntas ficaram suspensas e outras tantas surgiram.

Dean: “So who named you Emanuel?”
Emanuel: “Bouncybabynames.com”
Dean: “Well, it’s working for you.”

Foi um bom episódio que fica marcado por um excelente Lúcifer e um saudoso retorno de uma personagem muito amada. Mas fica aquele sabor de que Castiel foi usado para este episódio como quem mastiga uma pastilha elástica e compra tempo para engonhar mais um bocadinho. Não partilho da ideia de que “Supernatural” perdeu a piada com a introdução dos anjos, pelo contrario, acho que ficou muito melhor e dos momentos mais épicos que a série teve, foram com esta temática…enquanto foram bem usados! Mas não se pode lidar com a história como se as duas ultimas temporadas fossem um parentesis. Não se pode descartar personagens e usa-las quando dá mais jeito. Têm bons personagens/actores, com grande carisma, têm uma mais que provada habilidade para criar diálogos e situações em que essas personagens podem brilhar, porque raio não o fazem?! Recuso-me a aceitar a ideia de que o sumo criativo acabou e agora voltamos a uma época pré-anjos como quem passa uma lomba. Bem, um pequeno desabafo, até para a semana!

PS – Se estão com esperança que no próximo episódio venha alguma luz sobre este “cliffhanger“, esqueçam! E desculpem o abuso de quotes, mas houve tantas e tão boas que não resisti.

O Melhor: Castiel e Lúcifer. A enorme quantidade detiradas geniais que o episódio teve.

O Pior: O final feito ao pontapé, que arruinou o bem-estar que se estava a instalar na história.

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