Supernatural: 7×20 – The Girl With the Dungeons and Dragons Tattoo

[SPOILERS] Na semana passada disse que quando “Supernatural” voltasse a pegar em Leviathans, já não me lembraria deles. Pois bem, os produtores devem ter pensado no mesmo e ofereceram-nos um recap.

Bobby ainda está a ser “sintonizado”, não está em HD mas vai servindo para passar a mensagem. Dick (James Patrick Stuart) tem um plano, aliás, tem um plano bem grande o Dick! (já tinha saudades de fazer trocadilhos com Dick…). Ponto 1- Centros de processamento de carne para nos transformar em“zombies” e Ponto 2 – Criar instalações que permitam descobrir a cura para as principais doenças. O intuito é tornar a humanidade em vacas requintadas! Incapazes de dar luta e sem doenças que prejudiquem a qualidade da carne. Estamos assim a caminho do centro de processamento mais requintado de sempre. Não é algo muito sobrenatural, não envolver magias, poções, feitiços, espíritos nem demónios, é massacre com as nossas próprias armas, sem que nos apercebemos que estamos sequer a lutar numa guerra pela nossa sobrevivência.

Dean: “Perfect, it’s in the middle of the death star.”

Bem no centro de Mordor, sobre o alcance do “Olho que tudo vê” está uma pequena e singela elfa que vive a vida de uma feliz e simples maneira, com o seu ipod, a sua alegria e o seu hacking ilegal. Até que o maior Dick do mundo a coloca debaixo do holofote e lhe atribui a incrível tarefa de descodificar um disco cheio de informações que podem colocar os irmãos Winchester em maus lençóis. “Supernatural” sempre soube criar personagens muito boas (excepto aquela Annie da semana passada, em que alguém meteu a Ellen na fotocopiadora) e esta Charlie (Felicia Day) é mais um exemplo dessa criatividade. Como a Alice, também a inocente Charlie não resistiu a espreitar para dentro da toca, e o que parecia as demências de um velho torna-se rapidamente realidade quando os olhos presenciam uns 1001 dentes a devorar o seu chefe.

Dick: “Charlie, I’ve been running things for, well, feels like since before the dawn of man. Always had a vision. I’m close to realizing that dream. I don’t want to brag, but the world is my dinner plate.”

Os irmãos não confiam completamente que Bobby (Jim Beaver) não caia na tentação de enfrentar Dick, o seu carrasco (engraçado como a cara de Bobby vai ficando mais pálida, mas a sua barba nunca perde a “vivacidade”), percebemos no final que havia razões para temer o confronto. Mas o velho casmurro nem depois de morto perde a teimosia e não está disposto a assistir a este filme sentadinho a comer pipocas. Ora, até agora tivemos “Harry Potter”, “Lord of the Rings”, “Star Wars”, “Veronica Mars” (além do título “The Girl of the Dragon Tattoo” e “Dungeons and Dragons”), faltava o “Assalto ao Arranha Céus”. A maneira como Sam (Jared Padalecki) convence a nossa heroína a perder o medo é um daqueles momentos que nos faz cair da cadeira e dizer: isto é tão “Supernatural!”

Dean: “Oh, you go, dumble-dork!”

E enquanto estávamos a recuperar é a vez do patrão Dean (Jensen Ackles) embelezar ainda mais a coisa (desculpem colocar tanto diálogo, mas eu perdi-me completamente com esta cena. Genial!):

Dean: “What you’re gonna do is you’re gonna walk right up to him, and you’re gonna flirt your way past.”
Charlie: “I can’t. He’s not my type.
Dean: “You’re gonna have to playthrough that.”
Charlie: “As in he’s not a girl.”
Dean: “Oh, oh. Pretend he has boobs.”
Charlie: “Worse.”
Dean: “Do you have any tattoos? Give him a little sneak peek. All tattoos are sexy.”
Charlie: “Mine is Princess Leia in a slave bikini straddling a 20-sided die…I was drunk. It was Comic-Con.”
Dean: “We’ve all been there.”

Se é verdade que o primeiro flashback foi fundamental para nos apresentar a ruivinha, o segundo acaba por ser desnecessário. Os irmãos aprofunda a cultura cinematográfica do episódio e dão uma de “Ocean’s Eleven” enquanto a pequena Veronica Mars ainda está presa na toca do lobo. Todos os acontecimentos a partir daqui são mais uma amostra daquilo que tornou a série num grande produto de se consumir: Bobby aproxima-se a passos largos do lado vingativo, esquecendo por momentos o bem-estar de Charlie; os irmãos tiveram uma entrada no mínimo estilosa e Dick tornou a dar ar da sua graça. Os mauzões sempre foram muito bem tratados nesta série, e considerando este episódio ficamos com muita pena que este Leviathan não tenha sido bem melhor explorado, tal como Lúcifer foi. Os tiques, as falas, a atitude, é um prazer assistir.

O episódio acaba com um bom cliffhanger, deixando-nos às cegas sobre o que será aquele placa. Presumo que seja um tipo de Pedra de Rosetta ou um gravação qualquer dos tempos da Babilónia ou Mesopotâmia (terá de ser bem antigo para ter relação com estes seres). Até na despedida Charlie foi uma personagem carismática, gostava que não fosse a última vez que a víssemos. Em resumo, há muito tempo que não ficava empolgado com um episódio ao ponto de me criar cocegas por ver o próximo. Não é isso que todos queremos/exigimos de “Supernatural”?

Nota final: queria salientar o trabalho que o Supernatural (Portugal) faz em prol da comunidade portuguesa seguidora de “Supernatural”. Quer seja com imagens fresquinhas do twitter dos actores ou noticias sobre a série, mantém os fãs ao corrente do que se passa nos bastidores da série. Bem haja.

O Melhor: Um episódio equilibrado que mostra o melhor que “Supernatural” consegue dar.

O Pior: Com uma imensa pena que este Dick não tenha sido melhor explorado durante a temporada.

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