Supernatural: 7×22 – There Will Be Blood

[SPOILERS] Chegamos ao penúltimo episódio e está na altura de ligar os (vários) pontos soltos para um final em condições.

Dick: “And we need you just as healthy as you can be. Which is why we are diving whole hog into what keeps Americans living longer and tasting better.”
Jornalista: “You do, of course, mean to say the food will be tasting better.”
Dick: “That’s exactly what I mean.”

Eu, tal como os vocês os três que lêem as minha reviews (além dos dois piriquitos e cinco esquilos), sou um fã de Supernatural…não há volta a dar! Estamos aqui para o melhor e para o pior, no matter what! Mas quando se pensa que este Dick andou ausente tanto tempo, é de um tipo ficar lixado com aquela gente, para não usar um termo mais forte. É mais uma excelente criação da série no que toca a maus da fita, que ao contrario dos seus antecessores, foi mal gerido. Que pena dá ver este início de episódio e pensar que tanto se “engonhou” sem necessidade.

Jornalista: “What makes Dick so hard to beat?”

O plano parece ter mudado ligeiramente. Nem toda a gente come fast-food mas é impossível evitar alguns ingredientes que estão presentes na comida processada. Cada passo que o plano de Dick toma faz-nos pensar “é tão óbvio!” e talvez por isso seja tão genial. Planos há parte, o discurso, a postura e os sorrisos de Dick Roman (James Patrick Stuart) são deliciosos. Agora que o maioral tem a Palavra de Deus nas mãos, juntamente com um profeta com pontos fracos suficientes para perder qualquer negociação, está mais perto de descobrir o seu próprio ponto fraco. Eu pensei que os Leviathans o conheciam (seria de esperar, não?!) mas pelos vistos a resolução é mais “simples”. Não comentei na review anterior, mas fiquei desiludido com o método de matança destes series tão poderosos. Ossos de um mortal, mergulhado no sangue de três “caídos”…estava a espera de um objecto mítico, uma intervenção divina, não de “poções mágicas”! Mas depois da explicação de Bobby confesso que a coisa ganhou outro charme. Sangue de Castiel (Misha Collins), de Crowley (Mark Sheppard) e do Alfa dos Vampiros (Rick Worthy). Interesting!

Emily: “What’s a Kardashian?”
Dean: “Oh, that’s…just another bloodsucker.”

Bobby (Jim Beaver) anda com um temperamento que começa a mostrar das suas. Dividido entre ajudar os “filhos” e o desejo de vingança, começa a viajar por um caminho que sabemos não ter retorno. Possessão é mais um etapa rumo ao lado negro que vai obrigar os Winchester, mais tarde ou mais cedo, a “matá-lo”.

Bobby: “I’m in the veil. My Brad Pitt days are over.”

No leque de bad boys fantásticos, tivemos a visitinha do sempre grande Crowley (é mais um que nunca enche, pelo contrario) e do Alfa (a voz é fantástica). Tivemos um punhado de arqui-inimigos com presença que embelezam sempre os diálogos e enchem qualquer cena com carisma. Tivemos num episódio aquilo que não tivemos em grande parte da temporada (bater na mesma tecla, eu sei, mas sempre que me lembro fico doente!).

Dean: “I think any way you slice it, you got Pac Man and True Blood in the same room, and that’s bad news.”

A ideia de Sam (Jared Padalecki) era boa. Porquê arriscar confronto quando todos querem o mesmo: verem-se livres dos Leviathans (mais alguém teve um momento “Dark Knight” quando Dean (Jensen Ackles) “dá uma cabeçada” na mesa? Fez lembrar o Joker durante a reunião com os mafiosos). Se um alfa não se deixa convencer tão facilmente por um caçador, nada como uma visita do amigo Edgar (Benito Martinez) para confirmar as suspeitas. O dialogo entre o Alfa e Edgar tem daqueles pormenores que eu adoro, em que se fala de acontecimentos/personagens míticas como se não fosse nada:

Alfa: “We come from you.”
Edgar: “Barely.”
Alfa: “I am the son of Eve!”
Edgar: “A pathetic mutt, hardly one of us. I knew Eve, and honestly…your mommy was a whore.

No final os irmãos salvam o dia, mas não saem de cena sem a segunda peça da arma e sem uma frase que nos ilumina sobre o tema da próxima temporada, de um modo muito literal:

Alfa: “See you next season.”
Dean: “Looking forward to it.”

Em resumo tivemos mais um bom episódio. Um episódio que brilhou graças aos três maus da fita que surgem aqui como quem faz as malas à pressa porque já está atrasado para o avião. Do ponto de vista geral da história da temporada, teria sido bem mais interessante começar com esta epopeia mais cedo e termos a possibilidade de desfrutar de cada um separadamente, com tempo para saborear. Do ponto de vista do episódio, foi bom compactar três maravilhosas presenças, tornando o episódio cheio de malvadez com categoria! Fica para o último episódio a missão de encontrar a alma pura para acrescentar ao pote e de salvar uma temporada que não foi das melhores. Para bem dos Winchesters esperemos que Dick não tenha feito Crowley mudar de ideias quanto à colaboração.

O Melhor: Três maus da fita de alto gabarito num só episódio.

O Pior: Não será muita coisa para arrumar na season finale?!

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