Supernatural: 8×02 – What’s Up, Tiger Mommy?

[SPOILERS] O publico pediu, eu requisitei, “Supernatural” cumpriu…not!

Dean: “All we need to do is find the tablet, whip up the spell, and…boom! Sunshine and sandy beaches.”

Tal como referi na review passada, havia uma grande vontade que este episódio fosse aquilo que o primeiro não conseguiu ser, um verdadeiro início. Na amena (vamos chamar-lhe assim) temporada transacta houve muitos fillers, muitos episódios stand-alone que nada acrescentaram à história, o que deixa qualquer um a temer o pior quando se sente o mesmo cheirinho no ar. Se por um lado é verdade que a série tem sempre episódios mais ou menos agradáveis, especialmente quando Dean (Jensen Ackles) tira o dia para nos alegrar, também é verdade que neste momento queremos ver desenvolvimentos. Há nós para atar e um novo caminho para definir.

Dean: “Hey, how’d you do that reverse-exorcism thing?”
Sam: “Just said the verse backwards.”

Infelizmente, parece que temos mesmo de levar com Kevin (Osric Chau). Pensei eu que estava melhor que na temporada anterior, mas continua a ser aquela personagem que não me convence. A completar o quadrado chega-nos a mãe badass dele. O episódio roda à volta de uma mãe-galinha que surpreende os irmãos com os seus “tomates”, na aventura: “Em busca da tablete perdida!”.

Right hand of Pluto: “Well, I am the right hand of a God, after all…Plutus, specifically.”
Dean: “Is that even a planet anymore?”

O dia vai chegar em que não teremos Dean todas as semanas, o dia vai chegar em que teremos de ver Jensen a fazer outro papel que não este. Esse dia ainda não chegou, graças ao Céus. Mas nem tudo é gomas e arco-íris em Dean, há um lado negro bem presente. Uma espécie de stress pós-traumático resultante da passagem marcante e dura pelo Purgatório. Mais uma vez a série não está a ser original, porque esta é mais uma cópia daquilo que sentiu Sam (Jared Padalecki) quando regressou do Inferno. Este “síndrome”, ao contrário de Sam que passava a vida deprimido, em Dean provoca um ligeira bipolaridade. Tanto está bem como de repente viaja para outro “mundo” mais melancólico. Desta vez os flashbacks mostram-nos Dean quando este encontra um Cass (Misha Collins) com a mente recuperada (conveniente para acelerar a coisa!) que supostamente fugiu para o proteger. Algo se passou entre este momento, em que Dean promete não partir sem o grande amigo, e aquele em que aparece a correr numa floresta todo ensanguentado.

Sam: “All right. Well, then, we’re gonna have to get creative.”
Dean: “Say it and I will kill you, your children, and your grandchildren…They didn’t mean it, baby.”

Só há coisa que “Supernatural” cria melhor que maus da fita cheios de pinta, são momentos em que vemos divindades em actividades caricatas. Crowley (Mark Sheppard) está presente no leilão mais estranho de sempre, assim como um bando de “personalidades” que procuram artigos raros. Mas a jóia da coroa é mesmo a tablete, o item mais cobiçado, pelo menos por aqueles que conhecemos bem. O momento valeu principalmente por vermos o martelo de Thor em acção, vermos divindadades a oferecer pedaços de terra como se fossem tremoços e o Deus Plutão em fato de treino, porque o restante foi acção. Nem boa acção sequer, com aqueles clichés que se teima em repetir.

Dean: “Plan “C” tanked.”
Crowley: “Maybe you should try plan “D” for dumbass.”

No final a mãe não teve de abdicar da sua alma, tivemos de aturar Kevin (o que começa a ser um sacrilégio), vimos Crowley a ficar por cima novamente e o plano dos irmãos a empatar durante mais uns episódios. Os momentos finais alimentam a teoria fermentada por alguns de vós, leitores, nos comentários à review passada: que Dean traiu de algum modo Cass em troca do bilhete de regresso, veremos. Mas mesmo com estes segundos finais, não consigo deixar de ficar bastante indiferente a este episódio. Não acrescentou muito e foi mais um tiro ao lado na intenção de arrancar de vez com a temporada.

Notas finais:

  • Aproveitando a estreia de “Arrow”, as audiências neste episódio subiram duas décimas (2.6 milhões, 1.0 de rating). Não é muito (para não dizer nada).
  • Não se esqueçam, se ainda não fizeram grande “gosto”, passem no “Supernatural (Portugal)” para acompanharem as novidades da série.
  • Queria pedir-vos desculpa pelo atraso da review.

O Melhor: Todas as pequenas piadas ao longo do episódio quase sempre protagonizadas pelo suspeito do costume.

O Pior: Kevin. Temporada que tarda em arrancar.

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