Supernatural: 8×05 – Blood Brother

[SPOILERS] Depois do episódio anterior que não deixou ninguém indiferente, para o bem e para o mal, surgia a dúvida de como seria este “Blood Brother”. Após o “Then”, as perspectivas eram boas.

Ainda no encalço de Kevin, os irmãos vêm-se ultrapassados pela capacidade do jovem em lhes fugir das mãos. Uma questão de tempo de certeza. Entretanto, o senhor Benny (Ty Olsson), parceiro de viagem de Dean, decide dizer olá. Este ser ainda não convenceu como mau da fita da temporada, aliás, depois deste episódio nem me parece que seja candidato a isso sequer (as minhas fichas continuam em Crowley). É apenas um “vampirozeco”, mas a relação com Dean torna-o especial e agora parecem estar mais próximos do que nunca. Foi um episódio de flashbacks, e considerando os episódios que temos tido, aplaudo isso. Há muito para sabermos do que aconteceu purgatório e da vida romântica de Sam (Jared Padalecki), a ver vamos se esta última terá algum interesse. Mesmo com esta mudança de tom, para algo que se assemelha minimamente a história central, ainda há aspectos a limar.

Eu acredito que fã não é aquele que gosta da série porque sim, simplesmente porque dá na televisão e tem o genérico do costume. Um fã tem de exigir o melhor, principalmente quando sabe que a série é capaz de mais e melhor. Partindo deste ponto, tenho duas hipóteses: ou embirro com o facto de a série estar a fazer o maior subaproveitamento de que há memória no que toca a personagens e mitologia, ou deixo-me ir pela maré e desfruto do que me dão, por muita pastilha elástica mastigada, sem açúcar, que seja. Tive quatro episódios no primeiro tom, vamos experimentar o segundo.

Podemos afirmar que foi um episódio sobre Benny. É verdade que Sam e Dean (Jensen Ackles) estiveram em destaque nos flashbacks, mas a história “gravitacionou” em volta desta personagem, para que a conhecêssemos melhor, para que aquilo que querem fazer dela daqui em diante tenha mais impacto nos nossos sentimentos. Um amigo, um falso aliado, uma Meg 2.0? Não sei bem, cedo para dizer. Percebo porque é que no fim ele aceita a morte da mulher pelo qual volta para vingar. Não deixa de ser um bocado “parvo” que se tenha dado a tanto trabalho para chegar até ali e depois desistir dela assim, mas consigo perceber. Deu mais volume á personagem e confesso que gosto do actor. Depois deste final, Dean terá algumas explicações a dar. Para já acho só estranho que Sam não o questione mais sobre a fuga da maior prisão de segurança do Universo!

Dean: Vampire Pirates…Vampirates!

Os flashbacks é que foram mais enganadores em relação a desenvolvimentos. No fundo não houve nenhum. Já sabíamos que Castiel (Misha Collins) era um foco de atenção e a única nova é que ele pode não conseguir voltar à Terra por ser um ser sobrenatural. No outro lado do espectro temos um Sam e a relação que cresce devagar devagarinho. A intenção é mostrar-nos que esta veterinária não é apenas mais uma mulher, que não foi de um dia para o outro que o amor cresceu, mas até agora nos flashbacks, pouco ou nada evoluiu. Ela está “danificada” como Sam, só isso. Para além de um sentimento de repetição que abunda este início de temporada há outra coisa que me faz impressão: com tantos Alfas, Leviathans que sobraram, etc…continuamos a ter lobisomens e fantasminhos (parece ser no próximo episódio). Já nem peço um Castiel mais regular, porque aí também estaria eu a entrar em modo “repeat”.

Um episódio bem superior ao da semana passada (não era difícil) e com uma maior sensação de dever cumprido. Mostrando que Dean tem mais do que um “irmão de sangue” nesta temporada. Considerando o clima actual, não me afecta que a história vá evoluindo assim.

Notas:

  • Peço desculpa pelo atraso da review, mas perdi o texto e tive de reescrever.
  • Já espreitei a promo no Supernatural (Portugal) e as previsões são de filler no Norte e Centro, com convidado especial engraçado que promete subir as temperaturas no Sul e região do Litoral.

O Melhor: Evolução de Benny. Apesar de pouco reveladora, a história de Sam.

O Pior: Embora compreensível, o final da história de Benny.

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