Supernatural: 8×10 – Torn and Frayed

[SPOILERS] Entusiasmados para mais uma review atrasada?! Sim?! Altamente, então vamos. Fiquei todo excitado com os momentos iniciais do episódio, não só pelo “Then”, que nos faz sempre antever o que vamos encontrar nos 40 minutos seguinte, neste caso Anjos, Demónios e pesos pesados, como a cena inicial em que vemos Samandriel, o Anjo entregador de pizas que tínhamos visto no leilão pela alma da mãe do Kevin. Um resgate está em ordem, mas porquê? Porque é este Anjo tão importante? (Já agora, não era suposto o Castiel (Misha Collins) se esquecer de todas as conversas que tem no “gabinete do Céu”?!)

Em ambientes mais terrestres, temos os dois tipos mais casmurros entre o Inferno e o Céu (a contar com o Purgatório). Se Sam (Jared Padalecki) me dissesse que não gosta de Benny por ressentimento, porque da última vez o irmão (Jensen Ackles) também matou a “amiga” dele na mesma situação, tudo bem, mas esta teimosia de não gostar porque não…é criar problemas porque sim. Mas como isso deu origem ao par Dean-Castiel, não há como ficar zangado. Quando até alguém com paciência de anjo se mostra farto das picardias de irmãos, é sinal que já passou o aceitável há muito tempo. Razão nº374 pela qual gosto de Castiel: as coisas aceleram sempre quando ele tá presente. Não se perde tempo em viagens, em discussões trengas, é sempre a despachar.

Após a carne ter falado bem alto e de Sam cair nos encantos de Amelia (Liane Balaban), foi imposto um prazo final para se definirem vidas. Dois dias que colocavam uma meta no que cada um quer para si. “Dúvida” um pouco inexistente, já que sabíamos a resposta de um deles, afinal de contas, a carne pode falar alto mas o sangue fala mais ainda e Sam faz o esperado e fica do lado do irmão (no fundo, esta zanga acaba com a mesma rapidez com que começou, mas enfim).

Dean: “I wanted to ask you a few questions about your am…bush”

O problema de torturar anjos é que tem efeitos secundários. E é aqui que “Supernatural” pisca tão bem os olhos às mitologias, o “burning bush”, o mexer com o “sistema operativo” dos anjos, tudo metáforas e analogias que nos divertem. Então, quando se mistura Crowley (Mark Sheppard) e os seus gostos por aventais, tortura e sadismo, temos um rico serviço.

Como é que ainda não tinha pensado nisso?! Se há uma tablete de Leviathans e outra de Demónios, é lógico que haja uma de Anjos. Deus até pode confiar muito nos seus súbditos, mas é melhor ter um plano B, não vá a porca torcer o rabo (e este Anjos bem dão motivos para isso!). Se havia uma enorme ponto de interrogação a pairar sobre esta Naomi (Amanda Tapping), a dúvida tornou-se maior ainda. É um bocado parvo que tenha dito a Cass que era preciso matar o pobre Alfie, afinal de contas, o mal estava feito. Só a vontade de fazer a “autópsia” justifica o acto. Independentemente disso, algo de muito errado vai ali. A série sempre pôs o dedo na ferida no que à inocência dos anjos diz respeito, aliás, são mais os exemplos de má conduta do que boa, mas este arco vem expôr um lado negro nas fileiras celestiais. Pelo menos uma politica de “fins justificam os meios”.

Dean: “So we’ll just start at the bush and work our way out.”

Isto sim, é “Supernatural” que me agrada mais. Teve o caso de Sam, que espero mesmo que termine aqui, teve Kevin, que há muito não convence, confronto entre irmãos, que passou o prazo de validade há duas temporadas atrás, e já foram feitas cenas de acção de melhor qualidade na série (desde quando é que os irmãos lutam corpo a corpo com demónios? Até parece que têm a mesma força!), mas tivemos também grandes personalidades em confronto, frases de Dean, mistério para a história central e Castiel. Por mim está bom! Nos tempos que correm não podemos ser esquisitos. Isto sim, teria sido um episódio digno de hiatus…

PS- Este pessoal sempre soube relacionarmuito bem  as músicas com a temática do episódio, neste caso, com o título e com Castiel. “Torn and Frayed” é uma música dos Rolling Stones. Na letra pode ler-se:

Well his coat is torn and frayed,
It`s seen much better days.
Just as long as the guitar plays
Let it steal your heart away,
Let it steal your heart away.”

O Melhor: Castiel, óbvio, e o ritmo que imprime aos episódios. O mistério que é Naomi.

O Pior: Turras de irmãos. Kevin. A “âncora criativa” que a série teima em arrastar e não largar.

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