Supernatural: 8×12 – As Time Goes By

[SPOILERS] Bem-vindos à review número 100 de “Supernatural” no TV Dependente! Tornando-se a terceira série a atingir a centésima crítica no nosso espaço (vou atrás de ti “How I Met You Mother”!). Digam-me que reservaram um episódio bom para este momento célebre da nossa existência…por favor!

O início promete e parece envolver John Winchester. Tudo bem que não é a história actual, mas é história. O pai dos irmãos morreu há muito tempo, mas continua a ser uma peça fundamental na vida de ambos e na “história” da série (que saudades de Jeffrey Dean Morgan!). Conhecemos um Henry e uma Miss Sands (uau!) e quando não estamos a perceber nada do que se está a passar, entram os irmãos, ou melhor, entram ambos pelos irmãos dentro (isto soou tão mal!).

Esta Josie Sands, ou Abbadon, conquista-me de imediato. Não sei se é a beleza, a força ou o estilo de fazer as coisas, mas raios, conquista-me! Percebemos que não estamos a lidar com um demónio normal, afinal de contas, os demónios antigos eram melhores que os actuais (saudades dos “olhos amarelos” também). Quem não conquistou os netos, não de imediato, foi Henry Winchester, que numa questão de minutos disse tantas coisas desconhecidas para os irmãos e para nós que quase parecia uma avalanche (é aqui que entram os fantásticos/malvados “Then” que nos fazem compreender/spoilam o episódio). Já não bastava estes dois serem o ponto de encontro entre o Céu e o Inferno, visitarem ambos os Reinos, além do Purgatório e o passado, também fazem parte de uma linhagem especial aliada a uma sociedade secreta de iluminados do oculto…nas palavras de Dean, “awesome”.

O desenvolvimento, a acção e até a morte anti-climática de uma Cavaleira do Inferno não acrescentaram muito mais ao episódio, nem mesmo o velhote de 127 anos que estava muito bem conservado! Valeu sim pelas descobertas, pelas possibilidades, pelo acrescentar de um importante capítulo na árvore genealógica Winchester, trágica por natureza. A série sempre nos ensinou que por muito grande que seja o mundo, por muito poder que os seres tenham, por muito que esteja na balança no poder e por muito que haja a ganhar ou perder, a questão decide-se por uma singularidade. É sempre uma pessoa, um local, uma arma, uma escritura, um acontecimento que pode mudar tudo ou manter tudo na mesma. É por isso que não surpreende que tanto conhecimento/poder esteja assim concentrado num só lugar e que seja isso que fará a diferença na eterna guerra. Imediatamente salta ao pensamento a “Tabuleta” dos Anjos e é nesta altura que me fascina como é que um anjo não aparece de repente, rouba a caixa e vá embora.

Não posso dizer que tenha ficado desagradado com o episódio. Gostei do avô e da caracterização de um homem bem-educado dos anos 50, gostei do que acrescentou à história e à mitologia da série e gostei do “laço” que amarra à volta de toda a história familiar, tão intrínseca à série. O que me chateia é que são mais coisas que os irmãos têm de lidar e a série está num momento de negação. Nega-se a usar/adiar o que tem de melhor e quando algo de bom finalmente chega, faz-nos desconfiar que não terá avanço. Adorava saber mais sobre esta sociedade secreta mas não acho que tal vá acontecer. Seja como for, não posso ajuizar com base em algo que ainda não aconteceu. Sendo assim, foi um bom episódio e espero que as laranjas colhidas aqui dêem um bom sumo no futuro.

Assim chega ao fim a minha 45ª review a “Supernatural”, com um episódio que, curiosamente, explora o passado. Cá estaremos para continuar a explorar a trágica/engraçada/heróica vida dos Winchesters!

Notas (este episódio foi rico em actores convidados reconhecidos):

  • Foi um prazer enorme rever Alaina Huffman, Tamara de “Stargate Universe”. Deu uma enorme personalidade e uma grande camada de sexy a um demónio que foi pouco explorado. Uma pena.
  • Bem me parecia que reconhecia Gil McKinney de algum lado (fiquei a pensar nisso o episódio todo). Ele deu a voz e corpo ao protagonista do videojogo “LA Noire”. De certeza que foi por isso que o escolheram, neste episódio ele é quase uma cópia do que foi na animação.
  • Não sei se repararam, mas a gótica da loja era Katie Stuart.
  • Como sempre, sigam os nossos “parceiros do crime”, o “Supernatural (Portugal)“.

O Melhor: Alaina Huffman. A caracterização do avô Winchester. O top “Devil made me do it”. O olhar de Dean depois de Henry partir o vidro à sua “menina”. Mais mitologia que vem enriquecer a wiki “Supernatural”.

O Pior: Mais um carismático demónio mal explorado. Parece que no último terço o episódio perdeu “força”. Saber de antemão que o desfecho de Henry só podia ser aquele. Os anjos (pelo menos Naomi) deviam estar a vigiar os irmãos e ter aparecido para “reclamar” tão precioso achado. Eu estar a usar o “Melhor e Pior” para coisas a mais.

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