Supernatural: 8×14 – Trial and Error

[SPOILERS] Kevin (Osric Chau) como eu gosto…morto! Pronto, talvez não, mas não custa sonhar, certo?!

Dean (Jensen Ackles) com um quarto. Um quarto decorado com crucifixos, armas na parede e situado num bunker, mas um quarto. O nosso Messias finalmente começa a dar frutos e a tablete começa a ser decifrada. A ideia de que Deus criou certos testes para filtrar os candidatos, tal como os Trabalhos de Hércules, é ao mesmo tempo habilidosa e útil. Por um lado não coloca a pressão num só momento, dando história para pelo menos três episódios, por outro é uma maneira engraçada de vermos os irmãos a explorar histórias antigas e acrescentar mais misticismo (já repararam que agora os “Then” têm imensas imagens das primeiras temporadas da série?)

A história do episódio não cativa por aí além. O que “chama” é ver os irmãos em certas situações, como Dean a dizer a um cavalo que o odeia e Danay Garcia (até eu queria ter uma “fazenda” para poder tê-la por perto – “I do like a man who can handle his meat”). As mortes acontecem sem muito adiamento e a pergunta que me salta à cabeça é: mais do que matar um Cão do Inferno, como é que se banha no sangue de um ser invisível?! Com os óculos de Clark Kent, claro. Artimanha engraçada, mas que talvez simplifique demasiado o problema. Toda a premissa que um dos familiares assinou o acordo esbarra naquele eterno dogma: a criada apareceu logo no início + imenso tempo de antena = é óbvio que iria ser importante no final.

Não sei se já vos confessei isto mas, eu não gosto de terror. Não vejo filmes do estilo pela simples razão que não gosto de me assustar… quem é que gosta de se assustar por entretenimento?! Enfim, avançando. O meu desdém por coisas assustadoras torna o meu amor por “Supernatural” altamente incompreensível, eu sei, mas a verdade é que embora a série se baseie na temática, não tem muitos momentos capazes de nos fazer saltar no sofá. Mas raios, quando a cara do Dean aparece desfigurada, acho que perdi 20 kg, 20 anos de vida, ganhei 20 cabelos brancos e sujei a fralda!

No meio do episódio tivemos uma conversa entre irmãos a fazer lembrar aquelas que acontecem no final, dentro do carro, ou ao sabor de um hambúrguer. Dean não deixou adiar o inevitável e pôs as cartas em cima da mesa. Tal como acontece sempre, o preço das coisas cai sobre um irmão, um está destinado a morrer (mesmo que no fim, obviamente, não morra). Dean reclama para si a responsabilidade, como é costume, e não deixa duvidas sobre o que quer para Sam (Jared Padalecki), o que sempre quis: uma vida normal. Mas com essa mesma conversa vem também uma tradição da série : as coisas correm sempre ao contrário do planeado. No momento em que o primogénito reclama para si o triste fado, imediatamente me saltou à mente: Sam vai-se meter na alhada e vamos ter Dean preocupado com ele durante os próximos tempos. Não faz de mim um bruxo, apenas um gajo que já vai em oito temporadas e meia disto. Além de que normalmente sacrificam um irmão à vez! Dean veio do Purgatório, é a vez de Sam. A única surpresa é o lado mais optimista de Sam, não que ele não fosse antes, especialmente comparado com o irmão, mas nunca o vi assim. Veremos se este arco compensa (já a prepararem a season finale…e Cass que não aparece).

PS- O que eu não dava para ver Dean a dançar “Gangnam Style” no estábulo!

PS 2- Ouvi dizer que o pessoal do “Supernatural (Portugal)” dá um Ferrari a todos os que fizerem um “gosto” na sua pagina… será verdade?!

O Melhor: A preparação para o final da temporada com estes três “trabalhos”.

O Pior: O previsível final, do caso e do irmão sacrificado.

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