Supernatural: 8×15 – Man’s Best Friend With Benefits

[SPOILERS] Mais uma vez, e consolidando a tendência, “Supernatural” viaja pelo seu diário e explora as próprias histórias. Há quem possa pensar que são casos reciclados, eu prefiro pensar como exploração do que ela tem de melhor. Sempre é melhor assim do que a alternativa.

O título é bastante curioso, e quando vemos a doberman a entrar pelo quarto de motel a dentro pensei que íamos ter um cão a seguir os nossos dois Estarolas, mas após a transformação… queria MESMO que ela passasse o episódio com eles!

Dean: “That was incredibly hot.”
Sam: “It was pretty hot.”

Mais uma vez os irmãos estão presos a um dilema, matar um “amigo” sobrenatural ou não. Este faz o terceiro caso idêntico, diferenciando-se dos restantes pelo facto de James Frampton (Christian Campbell) ter aderido ao círculo por uma escolha, não uma imposição. Tudo o que rodeou o mundo “underground” dos Bruxos foi muito engraçado. Dos “animas de estimação”, o bar, o estilo, tudo fugiu àquela ideia de velhos do bosque, com roupões e barbas grandes. Apresentaram-nos um mundo sofisticado e diferente.

Pelo meio, mais uma conversa entre irmãos e mais uma conversa que toma um rumo que simplesmente não entendo. A ideia de que Dean (Jensen Ackles) não confia no irmão, ou melhor, que só confia nele próprio parece-me descaracterizado da personagem. Ao fim de 8 anos e meio de série Dean não ia confiar no irmão?! Podiam dizer-me que considerando o passado de Sam(Jared Padalecki), as suas escolhas menos inteligentes ou saudáveis, para além de associarmos o irmão mais novo ao “Mal”, pode estar na origem da desconfiança, mas não só não me parece adequado ao pensamento de Dean, sempre disposto a salvar o irmão e a olhar para lá das diferenças, como é um método “disco riscado”. Sempre que um dos irmãos recorre ao sacrifício pessoal, o outro passa pelas fases do luto: Negação, Raiva, Negociação, Depressão e Aceitação. Seria refrescante ver Dean a aceitar já a situação do irmão, vê-lo a apoiar e não lutar contra isso. O final trouxe isso mesmo e ainda bem. Lembrando-os e nós que a história de base de toda a série são eles dois, que a família está primeiro, mesmo quando o mundo parece condenado. O final trouxe também outro costume: Sam a sofrer os efeitos colaterais da nova aventura. Contra isto não luto porque faz mais sentido, é verdade que me chateia ver sempre a mesma coisa (o seu estado vai agravar, a vida dele vai andar por um fio, há o risco de ele ter de morrer para fechar as portas do Inferno…bla, bla, bla), mas não se poderia esperar outra coisa. É necessário implementar um “senão” no arco da história, nem que não seja para manter a preocupação de Dean.

Na altura em que sai esta review, há duas novidades fantásticas. Não só Jensen foi pai (parece que o estou a ver a pôr agua benta na criança, só para ter a certeza), como Misha Collins foi promovido a regular na próxima temporada. Vocês sabem do meu “amor” pela personagem e pelo actor, esta decisão tarda mas chega com grande aceitação da parte de todos os fãs de “Supernatural”, que sabem que com o nosso Cass a série fica sempre melhor. Também definida está a data da season finale, 15 de Maio.

Eu até dizia para passarem no “Supernatural (Portugal)” para espreitarem a promo do próximo episódio, mas seria estúpido!

O Melhor: Dean e tudo o que envolveu o “doggy style”. O pescoço do “gato” a partir. A luta final e os efeito visuais. Mishael Morgan.

O Pior: A óbvia resolução do caso. A tentativa de criar uma separação nos irmãos que foge a toda a premissa das personagens.

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