Supernatural: 8×16 – Remember The Titans

[SPOILERS] Nota para o pessoal de “Supernatural”, se querem manter-nos na dúvida sobre que tipo de monstro vamos ter no caso da semana, NÃO COLOQUEM O NOME NO TÍTULO DO EPISÓDIO!

Tal como todos os males que afectam os irmãos, este também só apareceu no início e no fim do episódio. Sam (Jared Padalecki) começa a esvaiar-se em sangue e, como é óbvio, não conta nada ao irmão. Surpresa!

Prometheus: “Once a day, for as long as I can remember. After a few hours, I’m back.”
Dean: “What are you, like a real-life Kenny?”

Sejamos sinceros, em que outra série temos um tipo que passa os dias a morrer, que se vem a descobrir que é Prometheus, um Titã da Grécia Antiga, que tem um filho com a mesma maldição e que a única maneira de a quebrar é convocar e matar Zeus? Tudo enquanto se bebe um whiskyzito e se come um hambúrguer ou tosta mista. Awesome.

Tanto o caso como o desfecho não deixaram ninguém de boca aberta. Até Zeus não conseguiu ter aquele carisma próprio dos mauzões da série. Tudo foi muito insosso e previsível, infelizmente. Como é óbvio, mais que óbvio, o melhor é sempre Dean (Jensen Ackles). Seja pelos trocadilhos com pénis de Dragão, os trocadilhos constantes, as referências, os desejos de colonoscopias para o irmão, tudo que este homem faz, faz bem. Brilha mais alto quando a série está bem, e salva o entretenimento quando está menos bem. O final é prova de isso mesmo, quando ele “reza” para que Cass volte depressa (reza ele e rezamos nós!) e proteja o irmão. Não são muitos os casos em que o vemos nesta posição, o que nos faz pensar que algo em grande vem aí (como sempre, nas season finale).

Considerando este episódio, e faltando sete para o fim, é talvez altura de fazer um pequeno balanço até ao momento: Tá nice!…Gostaram?! Eu sei que me estendi um bocado, mas era necessário explicar as minhas ideias para que me compreendessem. Agora mais a sério, penso que para já é difícil dizer se é uma temporada positiva ou não. O que posso afirmar com toda a certeza é que tem evoluído consideravelmente. Depois da desilusão inicial, a série tem-se encontrado aos poucos, através da visita ao seu próprio passado. Sim, tem episódios stand alone na mesma, com casos fracos, mas são episódios que fazem sentido, que caminham para um objectivo. Desde que os “Homens de Letras” entraram na trama, essa evolução tem sido ainda mais visível, dando uma âncora (em forma de batcave) aos irmãos para enfrentarem os próximos perigos. No meio desses episódios isolados, não podemos esquecer as paródias, esses pequenos diamantes que só Dean consegue encontrar à beira rio. Até nisso é visível uma mudança, ao não exagerarem (na temporada passada até tivemos episódios seguidos de “comédia”!).

Se a série é o que já foi? Não. Se eu acredito que será? Não. Se acho que tem manobra para evoluir? Definitivamente! Eu quero acreditar que esta mudança é fruto da alteração no leme dos produtores, que o início desta temporada foi um mal necessário para encarreirar o comboio (ou talvez estes tenham percebido que iam pelo caminho errado e corrigiram a tempo), sinal disso é a confirmação de Misha para a próxima temporada. Acima de tudo, “Supernatural” é uma série de puro entretenimento. É verdade que exigimos bastante dela por vezes, por culpa da própria pelo que já nos mostrou, mas verdade seja dita: é rara a vez em que ela não cumpre com o propósito de nos entreter. Mas eu vou continuar a exigir o máximo dela, e vocês? Vamos ver como esta temporada acaba, espero assistir a um crescimento exponencial de qualidade e criatividade, com uma season finale bombástica.

Para espreitarem o “Goodbye Stranger”, passem em “Supernatural (Portugal)” para a promo.

O Melhor: Dean e os momentos de fraqueza.

O Pior: Este Zeus não esteve à altura e o caso não ajudou.

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