Supernatural: 8×17 – Goodbye Stranger

[SPOILERS] Bem-vindos à minha 50ª review de “Supernatural”. Para comemorar , chega tarde e a muito más horas…

Em compensação temos um episódio que nos satisfaz em alta escala. Não só porque o tema interessa, mas porque temos intervenientes que “mexem” connosco. Cass, Naomi, Meg, Crowley, enfim, um leque de personagens que nós agradecemos por voltarem. Verdade seja dita, o episódio começa muito morno, aparenta mesmo ser um caso como tantos outros. Mas antes está o Le Spoilante “Then” que sisma em nos presentear com backstory que só pode significar uma coisa: esta gente vai aparecer. Ainda não percebi porque fazem isto, estes “Then” tão reveladores, tão previsíveis. Mas pronto.

Dean: “He puts “ass” in “Cass”.”

A imagem de 1000 Deans mortos pela mão de Castiel (Misha Collins) faz-nos perceber o que vai na cabeça desta “má” Naomi (Amanda Tapping). Mas porque quer ela a morte do irmão? A verdade até é simples: Castiel tem de encontrar a tablete dos Anjos e o par maravilha tem de ajudar…no final, são dispensáveis e é preciso ter a certeza que o mordomo consegue cumprir a missão. Lúcifer tinha esconderijos onde guardava algumas coisas de valor e, segundo a mentira de Cass, Crowley (Mark Sheppard) tem enviado soldados para descobrir o paradeiro de um descodificador de tabletes (a tablete dos Anjos, não se lê sozinha e nem o Príncipe do Inferno quer depender de Kevin).

Sam: “Wait, so… a bunch of innocent people died so you could buy yourself some time?”
Meg: “Hi, I’m Meg. I’m a demon. “

“Eu sou um bocado boa, tu és um bocado mau”, é uma frase brilhante que define este par invulgar. Meg (Rachel Miner) nunca foi uma grande favorita minha, mas que demónio, a rapariga consegue calar qualquer um com as suas bocas, e isso é sempre de louvar. Depois de revelar o verdadeiro plano de Cass (ups!), o de encontrar a tablete dos Guardiões dos Céus, Meg junta-se à equipa, assim como Crowley (obrigado a fazer as coisas bem, ou seja, à sua maneira). Novamente, é tão bom ver estes jogadores todos no mesmo tabuleiro.

Meg: “Oh, I heard the rest. You fell in love with a unicorn. It was beautiful, then sad, then sadder. I laughed, I cried, I puked in my mouth a little.”

Entre lutas de circunstância para atrasar Crowley e as lutas internas de Cass, debatendo-se com o controlo de Naomi, o final foi bem intenso. O desenlace foi o esperado mas nem por isso menos climático e bom. Agora Dean (Jensen Ackles) sabe que há uma Naomi, começa a ter uma luz sobre como o seu melhor amigo anjo conseguiu fugir do Purgatório, mas outras tantas perguntas ainda há por responder. Podemos acrescentar um possível pacto entre esta Ser celestial misteriosa e o Príncipe das Trevas. Não seria a primeira vez que os dois pólos se atraíam para benefício mutuo (Crowley: “Naomi. Fancy meeting you here. Haven’t seen you in a dark age. Love the haircut.”)

Crowley: “Castiel. So, that’s who’s been poking my boys… and not in a sexy way.”

Custa-me também acreditar que uma personagem carismática como Meg tenha morrido assim, como tantas outras (ão sei como poderia ter sobrevivido, por isso assumo-a como morta). É pena, não só pela história com os irmãos, mas como até a imaginava com o seu unicórnio, num estranho e engraçado par. Castiel esse, lá vai, mais uma vez partindo para longe, como tantas outras vezes. Uma pena, como sempre.

PS- Sam (Jared Padalecki) diz que Castiel fez “reset” quando tocou na tablete, voltando à “configuração inicial”, mas ele só toca na pedra DEPOIS de desistir de matar o seu melhor amigo. A tablete “apenas” o libertou do controlo de Naomi e deu uma nova missão.

O Melhor: A luta interna de Cass, com as transições entre a realidade e as conversas com Naomi no “escritório”. O leque riquíssimo de personagens.

O Pior: A “insignificante” morte de Meg. Mais uma partida de Castiel.

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