Supernatural: 8×19 – Taxi Driver

[SPOILERS] One down, two to go… Um novo desafio está à “porta” e só o mais mal-disposto dos irmãos o pode riscar da lista de tarefas. Mas este foi apenas um dos arcos deste episódio bem recheado.

Ah Kevin… não vejo a hora de te ver morrer. O teu constante jeito nervoso não vai deixar saudades nem boas memórias. Assaltado e violado pela voz do Príncipe do Inferno, o nosso Profeta torna-se cada vez mais paranóico, para mal dos nervos de Dean (Jensen Ackles) e dos meus. Mas cumpre com a sua utilidade. Sam (Jared Padalecki) deve continuar com os Trabalhos, missões essas que parecem crescer de dificuldade exponencialmente: salvar uma alma do Inferno e infiltra-la no Céus. Simples! É quase palpável a inquietude de Dean em não poder fazer mais, mas mais uma vez é sobre os ombros do “pequeno” Winchester que cai a responsabilidade.

Um demónio dos cruzamentos aqui, um “ceifador” acolá (sempre engraçado a maneira soft com que a série aborda algumas personagens, Reapers como se fossem taxistas), e Sam é catapultado para as Portas do Inferno. Portas como quem diz, porque antes terá de atravessar um deserto de árvores, tão familiar para o irmão, antes de encontrar o Buraco da Alice.

Crowley: “As you may recall, patience isn’t one of my virtues. Well, I don’t have any virtues, but if I did, I’m certain that patience wouldn’t be one.”

Crowley (Mark Sheppard), seu sacana brilhante, sempre atento a tudo o que se passa. Quando não está, tem alguém que está. Andava eu a imaginar como é que os irmãos iam pedir um segundo favor para levar a alma resgata por outro atalho em direcção ao Céu, quando o nosso Diabinho complica ainda mais as coisas. Ele parece farejar que algo está a acontecer. A morte do seu cachorro, Sam querer entrar no Inferno, não pode ser obra do acaso… Estou eu ainda a tentar bloquear da minha mente a possibilidade “estúpida” de Sam encontrar Bobby (Jim Beaver) no meio de milhares de almas, e ter consigo fazê-lo com relativa rapidez, quando o nosso velho resmungão aparece. Parece que a série sisma em não o largar, já duas vezes nos despedimos dele e aqui está a terceira. Por momentos nem parecia ele, mais activo e falador que o costume, parvo com as novidades dos irmãos e o quanto “incaracterísticas” lhe pareceram. Não deixa de ser “curioso” que Sam consiga fazer mais em 24h do que Dean num ano inteiro. De repente tudo no Purgatório estava tão perto…

Benny (Ty Olsson), confesso que fiquei um pouco surpreendido com o seu desfecho. Apresentou-se no início da temporada como uma das faces importantes mas foi perdendo lume com o tempo. É verdade que apareceu em alguns episódios, mas não consigo afastar da mente que não era este o desfecho planeado. Por um lado faz todo o sentido, por outro pareceu-me algo… forçado. Seja como for, vai de acordo com aquilo que a personagem representou durante estes 19 episódios. A despedida do seu amigo Dean conseguiu ser mais emotiva que muitos outros personagens não-demoníacos, e a sua falta será sentida. Com uma despedida, veio uma introdução. É conhecido o desdém de Dean por Anjos, quanto mais por aqueles com má reputação como Naomi. Aquele favor no final não apaga a impressão de má da fita que tenho dela, ficaria muito surpreendido se ela fosse assim tão altruísta e bem intencionada como se auto-pinta. No entanto é sempre bom rever Amanda Tapping (porque ficou tão zangada por Crowley lhe chamar burocrata?! hmmm).

O final é como tem de ser sempre. Confronto entre a praticabilidade do Inferno e a burocracia do Céu, entre o Preto e o Branco, com os Winchesters pelo meio. Bobby parte mais uma vez sem grande furor, espero que de vez. A dúvida recai agora sobre o destino de Kevin (Osric Chau). Se por um lado a aparição de Crowley leva-nos a pensar que finalmente encontrou o que desejava, por outro pode muito bem ser interpretado como momento de loucura do jovem (as janelas não estavam partidas quando os irmãos chegaram ao barco). Veremos o que aí vem.

Um episódio que agradou bastante. Pelo ritmo, pelos intervenientes, pelos emotivos abraços e pela guerra entre o Sótão e o Porão. Alguns rochedos de incongruência foram pisados para que este ritmo fosse mantido, mas no final não é nada que chateie muito. Vamos lá “Supernatural” já só faltam quatro para o fim (Pac-Man Fever a 24 de Abril, The Great Escapist, a 1 de Maio, Clip Show a 8 de Maio e a season finale, Sacrifice, a 15 de Maio).

Crowley: “What you people never seem to understand is that you are nothing! Fleeting blips of light. I am forever.”

O episódio seguinte só chegará para a semana, até lá, visitem os nossos amigos do “Supernatural (Portugal)” para novidades.

O Melhor: A quantidade de actividade que o episódio teve.

O Pior: Kevin, o iô-iô. Só faltou Cass.

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