Supernatural: 8×20 – Pac-Man Fever

[SPOILERS] Ultrapassados dois desafios, vamos para o terceiro. Neste momento não pergunto se Sam irá sobreviver (dah!), mas sobreviverá em que circunstancias?

O episódio começa com dois momentos muito bons. Dean (Jensen Ackles) 50 anos mais “novo”, no “corpo” de outra pessoa, a ser perseguido por algo assustador. Depois temos o “nosso” Dean a ameaçar o cabelo de Sam (Jared Padalecki) e a atirar uma cerveja para Zé Ninguém. Soltei logo uma gargalhada! (“That’s why we don’t have nice things, Sam”), não sabia eu que seria a primeira de muitas… A última vez que vimos Charlie (Felicia Day) foi há nove episódios atrás e ofereceu-nos momentos absolutamente hilariantes. Este foi pelo mesmo caminho. Esquecendo por momentos a ressaca permanente de Sam, Dean e Charlie formaram uma das melhores parcerias da história da série. Vê-la a dar headshots no campo de tiro, experimentar roupa (que gata!) com música de fundo numa cena tão cliché à “Pretty Woman” e no final dizer “Montage”!, ter o distintivo ao contrário (clássico Cass)… foi um delight que me colocou imediatamente com bom humor.

O caso desenrolou-se com relativa normalidade, explorando as idiossincrasias da nerd Charlie, até que o momento “Capturado – Amarrado – Discurso Fútil – Luta – Salvamento” chegou. A diferença é que este não é assim tão simples. A nossa pequena ruiva sempre teve um lado muito humano por detrás da geek (“Actually, I have two (irmãs). Their names are Xbox and PS3”). A culpa de ser responsável pela morte do pai e pelo estado vegetativo da mãe, persegue-a. Dean, mais do que familiarizado com o sentimento de perda, é o tutor ideal para a ajudar no processo, resultando numa cena bonita, perdidos num silly jogo de computador.

Charlie tem sido construída para além de uma simples personagem secundaria. Não me admiraria que o plano dos produtores passasse por introduzi-la mais vezes e profundamente no mundo de “Supernatural”. Não só é capaz de nos fazer rir como nos amolece o coração (e o de Dean). Aquele “I Love You”, na minha opinião, não passa de um amor de família, só. Charlie é a irmã mais nova que estes dois nunca tiveram (e se calhar precisavam), espero que possa regressar as vezes que quiser. Não só nos entretém como é capaz de realçar o melhor que os Winchesters/série tem de melhor.

No final, a mensagem de Charlie, que serve como retrato desta relação distorcida mas tão verdadeira dos Winchesters: “There is pretty much nothing the Winchesters can’t do if they work together.”

Como sempre, sigam os nossos parceiros no “Supernatural (Portugal)“, também eles geeks, mas por “Supernatural”.

O Melhor: Charlie, o humor, o geekyness e a construção que a personagem está a merecer.

O Pior: Juro que não é embirrar com ele, mas considerando o episódio tão divertido, ver Sam a puxar o mood para baixo.

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