Supernatural: 8×21/22 – The Great Escapist / Clip Show

[SPOILERS] Acabaram-se as brincadeiras… está na altura de arrumar a casa para o final.

I was born to direct”. Não sei o que reserva o futuro de Crowley (Mark Sheppard), mas no dia em que ele deixar a série, vou ficar muito chateado! Tão bom. Encenando um pequeno Big Brother para convencer Kevin que tudo está normal, o Senhor Lá De Baixo vai descobrindo os segredos aos poucos. Quem também aperta o cerco, recorrendo a técnicas pouco angelicais para parar o plano genial de Cass, é Naomi (Amanda Tapping).

Metatron, para mim, será sempre Alan Rickman do filme “Dogma”. Mas aqui é interpretado por Curtis Armstrong, numa versão bem mais calma. Os Arcanjos, perdidos sem a figura paternal, decidem carregar eles próprios a pena que escreve o destino da humanidade. Auto-alienado do mundo que o rodeia, e com o nariz enfiado nos livros e na imaginação humana, Metatron percebe que não pode mais manter-se à margem do que a sua espécie está a fazer ao Mundo e finalmente decide intervir.

Crowley: “So, Demons were too polite?… Well, I’ll be a son of a whore.”

O episódio valeu muito por Crowley e as suas tiradas, por vermos Naomi numa versão mais badass, pelo plano inteligente de Cass (Misha Collins) em manter-se longe dos olhares dos irmãos, por vermos finalmente Kevin numa anotação menos instável e “tremeliques”. Faz-me sempre impressão ver Sam (Jared Padalecki) sempre tão “doente” a toda a hora. Ele já não é grande companhia quando está bem, assim… Neste momento, qualquer episódio me faz querer mais e mais. Agora que os jogadores-chave estão todos no tabuleiro, com os dentes armados.

O Melhor: Ver todas estas personagens juntas. Metatron. Kevin muito melhor de se aturar.

O Pior: É difícil aturar Sam assim…

 

Depois de mais uma morte que entra para a lista das melhores da série…

Dean (Jensen Ackles) chateado com Cass, ora aí está algo que não precisa de introdução. Todas as vezes o humano diz que não tem perdão, todas as vezes o anjo é perdoado. Os irmãos entretidos com a cura demoníaca, o nosso homem de sobretudo (- “Cool coat” – “no, it’s actually quite warm.”), numa conversa com Metraton sobre o fecho dos Portões Dourados. Coisas normalíssimas que qualquer fã de “Supernatural” já trata por “tu”. Tinha ficado com a ideia, no episódio anterior, que este mensageiro de Deus era um bom da fita, mas agora… duvido que para o encerramento do Céu seja necessário um acto de malvadez. Não vimos uma reacção à morte da Nephilim por parte de Cass (a mão brilhante como em Sam). Quer dizer que com anjos é diferente, ou que não era mesmo uma Missão?!).

Vocês sabem que eu adoro demónios com personalidade, logo, esta Abaddon (Alaina Huffman) está no meu círculo de preferências. Aproveitando mais um momento hilariante de Crowley (“What are you wearing?”), Abaddon aproveita para escapar à Adam’s Family Style… tão bom! Há aquela parte do amadorismo, em que os irmãos deixam um demónio sozinho para irem falar lá para fora, mas não pensemos nisso agora.

Crowley, you brilliant bastard! Brilhante pelo plano que incapacita os irmãos, bastardo porque matou a minha Taylor Cole. Tão linda, não merecia. Vermos os irmãos desesperados enquanto ouvimos o monólogo do Rei do Inferno é um grande momento. Este novo plano coloca os irmãos sobre uma pressão intensa. Podem colocar o peso do mundo sobre eles que aguentam, mas se matam os inocentes que eles tão arduamente salvaram… A season finale mesmo ao virar da esquina, aqui tão perto. Não sei o que pensar nem o que esperar. Wait and see. Mas uma coisa é certa, estes episódios finais conseguem salvar alguma honra a uma temporada com uma primeira metade fraquinha. Esperemos que o finale encerre com chave de ouro, quer haja fecho de Portões ou não.

O Melhor: Crowley é melhor do que Lúcifer alguma vez foi. Rever Taylor Cole. O plano de Crowley e o monólogo final.

O Pior: O receio que o finale não seja aquilo que se deseja.

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