Supernatural: 8×23 – Sacrifice

[SPOILERS]Carry on my wayward sooooooon”, arrepios na espinha, sempre! Chegou a altura de ouvir o nosso “hino” com as tradicionais decapitações. Podia acabar aqui que seria perfeito…

Dean: “I’m down with sending the angels back to Heaven, just because they’re dicks.”

Crowley (Mark Sheppard) não se limitou a matar mais uma inocente. Um “diabo” não é só um assassino, não é simples. Faz questão de leva-la a jantar, de a entreter e elogiar primeiro antes de lhe tirar a vida. Por isso é que esta personagem é tão boa, por isso é que nós amamos odiá-la. Que outro mau da fita tem “I like big butts” de Sir Mix-A-Lot como toque de telemóvel?! Este Senhor do Inferno foi provavelmente o melhor de toda a temporada, sem momentos maus e a brilhar quando a série não o fazia.

Assim que Dean (Jensen Ackles) aceita negociar com “O” mau, sabemos que há truque na manga, neste caso, no pulso. A ideia de curar Crowley é muito bem pensado, a tradicional “queijada” que resolve dois coelhos. Num outro plano de existência, também Castiel tenta fechar uns Portões, estes dourados, mas Naomi não anda a dormir. Já se tinha percebido que as intenções de Metatron (Curtis Armstrong) não eram as melhores, mas expulsar todos os Anjos do Céu por vingança é mais do que me atreveria a imaginar. O único mal deste plano é mesmo a morte (?) de Amanda Tapping. Sempre caracterizada como um anjo no lado errado da razão, no final arrependeu-se e chorou, tal como qualquer humano que se confessa a Deus na hora de aflição. É com pena que a vejo partir, mas adorei a maneira como o fez. Acabei também por não perceber porque é que Dean abandona o irmão. O que foi fazer que Cass não podia fazer sozinho? O destino da humanidade está nas mãos de um irmão frágil e ele parte para ur beber uma cerveja com Cass?! Hmmm. Desculpa esfarrapada para deixar Sam sozinho com os seus demónios, mas ok.

Castiel: “Do you really think it’s wise to be drinking on the job?”
Dean: “What show you been watching?”

O que é melhor que ver Abbadon a tentar usurpar o trono? Ver Crowley a falar da série “Girls” da HBO e a pedir para ser amado! Oh céus, o que eu me ri com esta cena. O que veio a seguir? Bem, aquilo que de melhor a série fez até hoje!

Porquê que este final foi tão bom? Porque Dean convence Sam (Jared Padalecki) a fazer algo tão idiota como interromper o fecho eterno do Inferno, mas fê-lo de uma maneira muito convincente. Obviamente que não é o melhor para a humanidade, mas a conversa resultante foi um verdadeiro desabafar na relação destes dois casmurros. Já os vimos a falar muitas vezes, vimo-los às turras durante toda a temporada, mas nunca foram tão honestos como agora. A sinceridade e a emoção do purgar emotivo é palpável para todos aqueles que gostam destes dois. Percebe-se a dor de Sam (que brilhou neste episódio como já não o fazia há muito) e sente-se o amor de Dean por um irmão que por muito que falhe, é sangue. É por momentos assim que adoramos esta relação tão disfuncional.

Lúcifer pode ser conhecido como o “Caído”, mas ao menos ele caiu apenas uma vez. O martírio de Cass (Misha Collins) não pára e o seu sofrimento também não. Usado mais uma vez, com uma falsa noção de redempção, condenou (mais uma vez também) a sua espécie ao Apocalipse. Desarmado da sua essência por um Anjo vingativo (como parecem ser todos quando sentem que o Pai já não os ama e os abandonou à mercê deles próprios), observa chocado a queda de todos os seus irmãos. Sam e Dean ainda a recuperarem do choque e Castiel, desnudado de poder, observam sem reacção um verdadeiro cenário marcante. Esta cena é das melhores que a série fabricou ao longo destes oito anos de existência e tão cedo não será esquecida. Não só pelo seu impacto visual, mas por tudo que acarreta. Pelo peso que terá na história daqui para a frente e em todos os envolvidos nela. Dois portões iam ser fechados para salvar a humanidade, agora parece que ficou ainda mais condenada. Milhares de Anjos magoados, zangados, confusos e perdidos vão deambular pelo mundo. Já era mau quando eram poucos…

Dean: “Angels… they’re falling.”

Tal como disse no podcast do TV Dependente, esta season não começou bem. As mudanças criativas no final da temporada passada, embora necessárias, tiveram o seu peso. A verdade é que a mudança pode ter tardado, mas fez-se sentir. A segunda metade trouxe uma melhoria significativa de qualidade, com a série a lembrar-se daquilo que tinha de melhor, as suas personagens. Acrescenta-se uma história mais bem desenhada e não há como falhar. Espero mesmo que este final bíblico seja o confirmar de uma reviravolta positiva no rumo desta fantástica série, que a maré mais “fraca” de Cass seja temporária, que Dean continue a reinar, que Crowley esteja presente e que a escala de acontecimentos não pare de subir. Criticar quando é preciso, louvar quando é imperativo. Para o ano estamos cá de certeza absoluta, quem está comigo?! Os nossos amigos da pagina Supernatural (Portugal) sei que estão. Não se esqueçam de os visitar para se manterem a par das novidades durante a pausa.

A primeira pergunta que me ocorre agora é: onde andas, Deus?!

O Melhor: O final bíblico. Crowley, a âncora da temporada. Sam brilhou alto, finalmente. A conversa entre irmãos, das mais emotivas de sempre. A escrita da série que consegue ter momentos fantásticos.

O Pior: A perda de Amanda Tapping. A desculpa que arranjaram para deixar Sam a sós com Crowley. A espera até Outubro meu Deus, a espera!

Partilha o post do menino no...