Supernatural: 9×06 – Heaven Can’t Wait

[SPOILERS] O “Antes” catapulta-nos logo de volta para o arco principal, good! Vamos lá voltar ao que é sério, chega de brincadeiras!

Anjo ou não, Cass always gets the ladies! Longe das confusões de guerras celestiais, o nosso anjo prossegue com a vida normal de humano. Safando-se do irmão e da possibilidade de Zeke estar perto do alvo que é Cass, Dean (Jensen Ackles) parte para o caso a solo. Mais uma vez as suas desculpas não convencem, mas ok.

Estranhamente, a relação entre os melhores amigos não está afectada. Estava a espera que Cass estivesse zangado por não o deixarem ficar no bunker, ou algum tipo de ressentimento, mas não, está tudo mais ou menos normal. O duo maravilha junta-se para investigar um caso de explosão humana, do batido corporal, da omelete de entranhas… ok, já chega. A série já mostrou muito nestas nove temporadas, algumas delas bem macabras e maldosas, mas raramente foi tão cruel como com Cass e este encontro amoroso. Não sabia se haveria de rir ou de chorar, coitado do rapaz!

Dean: “”Zimmerman’s encyclopedia of extinct languages volume 1: Adai to Atakapa.”. How many volumes are there?”
Kevin: “24. Don’t worry, we’ve got them all.”
Dean: “Awesome!”

Alguns metros debaixo da terra temos em exibição o filme Sam Vs Crowley – Parte 371. Ver o príncipe do inferno agarrado a uma cadeira durante tanto tempo (para Mark Sheppard deve ser bom, não lhe dá muito trabalho) começa a ser chato, além de um desperdício de potencial. Para além do aspecto Zeke On, Zeke Off, este arco de manter Crowley sem que este evolua de algum modo é um pouco enfadonho. O que anda Metatron a fazer no Céu? O que anda esta máfia de anjos na terra a aprontar? O que tem Abbadon andado a fazer? Tanto para explorar…é uma pena. O que vale é que este episódio teve mais momentos cómicos do que os dois comic reliefs anteriores. Ver Crowley na “chamada telefónica” foi hilariante, e quando disse que o puseram em espera quase me espumei todo! Veremos o que significa aquela injecção estranha no final do episódio, talvez algo a ver com aquilo que Sam (Jared Padalecki) estava a tentar fazer no final da temporada passada.

Os minutos finais trouxeram algo diferente, mas não revolucionário. Crowley percebe que a cada dia que está preso naquela sala perde o apoio no reinado. Abbadon está a usar métodos menos honrosos, mas a ser bem sucedida e a ganhar cada vez mais apoio. De certeza que ele terá algo a dizer ainda, mas ela será um adversário à altura. A descoberta que o feitiço que expulsou os anjos do Céu é irreversível deixou-me contente, pelo menos espero que a resolução não passe pela angariação de um certo número de objectos para que possa fazer alguma magia na season finale. Seria repetitivo e mais uma vez enfadonho. Espero que a resolução passe por Castiel e que este tenha um papel fulcral. Por falar no nosso simples cidadão, o seu arco valeu por ele apenas. A resolução do caso do anjo médico foi desapontante, com o habitual arremesso de Winchester pela sala e o comum esfaqueamento com o lightsaber dos anjos. Curioso que estes casos só valem por aquilo que os maus da fita dizem antes de morrerem, neste caso para consciencializar (mais uma vez) Castiel que os anjos precisam de ajuda. O melhor do episódio torna a ser Cass e a sua perseguição de uma vida normal, com as rotinas e situações caricatas que a caracterizam.

PS- Porque não perguntaram a Castiel pelas traduções em Emalite Cuneiforme? Ele saberia de certeza. É já hoje à noite que sai mais um episódio, sigam o pessoal de “Supernatural (Portugal)” para todas as novidades.

O Melhor: Castiel e a vida mundana. A maldade que lhe fizeram com o encontro. O telefonema de Crowley e ele a chamar “Short Round” a Kevin (o miúdo de Indiana Jones e o Templo Perdido).

O Pior: A série continua a evitar os temas que realmente interessam e a arrastar arcos sem necessidade. Parece que vamos para mais um intervalo de participações de Misha Collins na série.

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