Supernatural: 9×07 – Bad Boys

[SPOILERS] Esta semana “Supernatural” viaja pela memory lane e ficamos a conhecer mais um pouco do passado de Dean. Algo que a série já fez, mas que já não fazia há um tempo… e como foi agradável!

O caso acaba por não entusiasmar muito inicialmente: mais um fantasma, mais um caso previsível de resolver e mais um queimar de ossos demasiado cedo no episódio para ser credível que o processo estava concluído. Mas este episódio tem um saborzinho especial por ter um Dean (Jensen Ackles) em versão nostálgica. Não conhecêssemos nós a história dos Winchesters e podíamos perfeitamente acreditar que Dean tinha saltitado entre lares adoptivos, como tanto acontece com bad boys na televisão. O facto do pai o ter deixado a “apodrecer na prisão” também não surpreende, afinal de contas o velho John gostava do tough love no que toca aos filhos. Se o mundo não é fácil, porque razão teria ele de ser?!

O personagem de Sonny (Blake Gibbons, não, não era o Josh Brolin) tem a sua piada por fugir ao estereótipo dos governantes deste tipo de casas para miúdos problemáticos e foi giro ver a relação com Dean. Agradável foi também ver a paixão de adolescência de um já todo jeitoso e cheio de pinta Dean. Só em “Supernatural” é que seria de esperar vermos as primeiras vezes de um rapaz a matar seres sobrenaturais, desde que começou a andar, mas a ter o seu primeiro beijo apenas aos 16. Isto para além de esperarmos nove temporadas para ver o primeiro beijo à jovem Robin (Erin Karpluk / Sarah Desjardins).

Sam: “Dean… thank you.”
Dean: “For what?”
Sam: “For always being there, for having my back. Look, I know it hasn’t always been easy.”
Dean: “I don’t know what the hell you’re talking about.”

O final traz-nos um grande calor no coração. É incrível como a série consegue sempre fortalecer a relação entre os irmãos e torna-la enternecedora. Vemos sempre a protecção de Dean ao irmão mais novo, a um nível sobrenatural, mas por detrás está sempre algo muito humano. Com este episódio percebemos porquê é que Dean não se tornou a “máquina fria” que o seu pai era (John era um grande caçador, mas é dos personagens com maiores falhas humanas), porque teve outros modelos durante o crescimento (Bobby, Sonny…) que o ajudaram a ver o lado melhor da vida. Percebemos porque é que se afasta sempre do amor, ao não querer quebrar mais promessas e porque o amor pelo irmão e pela sua segurança é mais forte e, mais importante, percebemos que no final ele não deixou de ir ao baile com a sua amada pelo pai, mas por Sam (Jared Padalecki). Vermos os constantes sacrifícios que Dean fez por ele, e pelo pai em nome da família e do “trabalho”, só nos faz gostar mais dele… e caramba, já gostávamos pouco dele! Se um dia esta série não acaba com este homem feliz com alguém, sou eu que viro caçador!

Confesso que me faz sempre um pouco de confusão quando as pessoas dizem que abandonaram a série no final da quinta temporada por causa dos anjos. Primeiro porque eu adoro a mitologia dos anjos, trouxe maus da fita porreiros e interessantes e levou a série a um outro nível de enredo, mas principalmente porque o verdadeiro motivo pelo qual gostamos da série nunca se alterou. Se há coisa que “Supernatural” nunca escondeu e em que permaneceu imutável ao longo de quase uma década é que a história principal é dos irmãos. Sim, podemos ficar chateados, irritados e desiludidos quando tudo o que os rodeia não é agradável (incluindo o próprio Sam), mas aguentamos porque Dean faz valer a pena, a relação com Sam faz valer a pena, porque a relação com figuras paternais e amigos faz valer a pena. Obrigado por nos darem este episódio, que aqueceu o coração e fez relembrar o porquê de gostarmos tanto de “Supernatural”.

Uma última nota para a caracterização do fantasma que esteve excelente, além do efeito-especial da sua transformação em versão “mãe”, outro aspecto em que a série não costuma falhar. Como sempre, passem no sítio do costume (“Supernatural (Portugal)“) para todas as novidades.

O Melhor: O mergulho na história de Dean. A caracterização do fantasma. O jovem Dean (Dylan Everett). A sensação boa que o episódio deixou para aqueles que adoram Dean.

O Pior: Nem a ausência de história principal e Castiel estragaram o episódio.

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