Supernatural: 9×08 – Rock and a Hard Place

[SPOILERS] Confessem lá, quanto vocês não bocejaram enquanto Sam (Jared Padalecki) o fazia na mesa do pequeno-almoço?! Tirou-me logo metade da energia para ver o raio do episódio, bolas!

A polícia Mills está de volta e com ele mais um estranho caso. Não é propriamente um blind date com o Diabo em pessoa, nada tão glamoroso, mas é o que se arranja. A velha tradição de alguém cair e deixar cair as chaves irritou-me logo um pouco, mas o fogo azul ajudou a tornar a coisa original.

“Congratulations, Sam and Dean Winchester. You are both virgins.”

De todas as frases que “Supernatural” já teve, esta deve ser das mais engraçadas! Toda a conversa em que os irmão decidem juntar-se à igreja é um poço de comédia. Pela situação, pelas saídas de Dean (Jensen Ackles), pelo constrangimento da pobre coitada.O único ponto negativo é terem chegado à conclusão que não era um dragão, visto que isso ficou bem spoilado no “Then”. Paciência.

Ainda assim, já com alto sorriso na cara, chega a cena mais hilariante de toda a temporada e de sempre. Não me contive e ri-me à gargalhada. Primeiro com o facto da orientadora do grupo de castidade ser uma deusa (algo que não escapou a Dean, claro), e depois a descrição de sensações sexuais e o constrangimento físico que causou no mulherio (e em casa também, podem confessar!). O discurso, os olhares, as expressões, tudo uma pérola para mais tarde recordar. A tríade cómica ficou completa com a cena no apartamento, em que Dean brilha mais uma vez (a velinha senhores, o acender da velinha!). Ele não esquece as suas pornstars nem elas conseguem resistir aos seus encantos. O problema é que sabíamos que com a cowboiada, Dean e a sua amiga ficavam em perigo… SAM TO THE RESCUE!

Suzy Lee: You’re not like… the other guys in town, are you? You’re kind of a… bad boy.
Dean: I don’t know. Why don’t you ask me that in Spanish?
Suzy Lee: ¿Eres un chico malo?
Dean: Si.

Vesta, deusa romana que gostava das suas meninas virgens e novinhas e enterrava quem não cumpria os votos, bla bla. O caso semanal não me interessou minimamente, ao ponto de não questionar a estupidez de ela ter sido morta com o próprio sangue, mesmo que virgem. O que me chateou mesmo foi a repetição. Ignorando que este episódio é muito parecido com o “You Can’t Handle the Truth” da sexta temporada, em que também uma deusa (Verita, repetição everywhere!) esteve no foco da questão, o raio da mesmo conversa que já vai para a versão quatro ou cinco fez-me revirar os olhos. Se nos querem manter em banho-maria, façam-no de modo inteligente e não repetitivo! Estava a adorar o episódio até mais de meio, mas depois do forrobodó de Dean foi sempre a descer para se tornar anti-climático. Teve a possibilidade de ganhar novamente qualidade quando Dean este quase para acabar este maldito ciclo, mas *rebolar de olhos*… Já me pronunciei varias vezes sobre este problema que é Zeke, não me vou repetir. Irrita-me que “Supernatural” se dê a isto e que estes maus da fita só sirvam para dizer no final que Sam está quebrado. Podia repetir que todos os outros arcos nem foram tocados, mas lá está, estaria a repetir-me também.

Passem em “Supernatural (Portugal)“, lá também são todos virgens! Talvez…

Pequena curiosidade: a minha primeira análise a “Supernatural” foi o episódio 6×12. Como se chama o episódio? “Like a Virgin”! HAHAHAHA.

O Melhor: As três cenas focadas na castidade são dos melhores momentos cómicos que a série já teve! Susie Abromeit (a minha futura ex-mulher) e Kim Rhodes (gosto da Xerife!).

O Pior: As lamentações de Sam para as quais já ninguém tem paciência. O episódio perdeu todo o gás que tinha e acabou mal e porcamente. O caso que não interessou minimamente e foi mais uma prova da repetição. Custa ver este final depois do melhor episódio da temporada. A história não avança, em arco nenhum!

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