Supernatural: 9×12 – Sharp Teeth

[SPOILERS] Na semana passada tivemos um dos melhores episódios de “Supernatural” e um recorde de audiências que remontava a 2010. Esta semana a parada subiu e tivemos números que não chegavam tão alto desde 2009. Será que a qualidade subiu também? Ou pelo menos se manteve?

Sam: “He’s a skinny… Ichabod Crane-looking kind of guy.”

O regresso de Garth (DJ Qualls) é sempre bem-vindo! Juntamente com a nossa rainha Charlie, é a personagem convidada mais engraçada dos últimos tempos e em quem os irmãos aprenderam a confiar, substituindo um pouco o papel de Bobby como quartel-general de caçadores. O rapaz anda estranho e desaparecido, quando aparece num hospital é altura de alguém apurar factos.

Sam: “Actually, turns out he left some grace in me before he bolted.”
Dean: “You know how wrong that sounds, right?”

O reencontro Winchester podia ser um pouco mais desconfortável, ou talvez não. Dean está pela primeira vez na história da humanidade com uma barba maior do que Sam (Jared Padalecki) e ambos trocam histórias casuais de quem não se vê há duas semanas: eu retirei o resto de Graça de anjo que tinha em mim e tu? – Eu recebi uma marca misteriosa do primeiro homicida da Bíblia enquanto caçava com o rei do inferno… the usual! Ao menos Dean (Jensen Ackles) não mentiu sobre a marca no braço, o que já é altamente refrescante que um segredo não dure mais que um episódio.

Dean: “Better the devil you know.”

Não é a primeira vez que a série explora a vertente de monstros que tentam levar uma vida “humana”. Ao longo dos anos vimos demónios a tentarem ser vegetarianos, Dean já foi grande amigo de um vampiro e até matou uma ex-namorada de Sam que tentava levar uma vida normal (o que levou a mais um segredo e afastamento dos irmãos na altura, já que Sam pediu ao irmão que poupasse a vida à inocente rapariga). Agora temos o nosso Garth, integrado numa família de bom coração, que come corações. A cena do jantar está engraçadíssima e ver a cara de Dean a tentar lidar com tudo aquilo é priceless. O facto de ele não aprovar, e com motivos, simplesmente por serem lobisomens, mesmo que provem não ser uma ameaça, já me chateia um pouco. Com tudo o que já viram neste mundo e nos paralelos, os irmãos já deviam ser capazes de ver cinzentos e não apenas a preto e branco, mas ok. A surpresa maior passa por descobrirem que é possível nascer-se lobisomen, o que acarreta uma inocência daquelas pessoas: é justo matar alguém só porque nasceram assim?!

Garth: “This is Dean. He could start a fight in an empty house.”

Óbvio que tudo não é cor-de-rosa e um plano macabro está em andamento. Neste momento já nada é “local”, passa tudo por aniquilação total e apocalipses e alguns membros desta clã estão prontos para reinar. O final foi mais que visto e nem vale a pena abordar muito. Pessoal preso, vilão que fala de mais, porrada velha e despedidas. Só lamento o desperdício criativo que é colocar Garth nesta posição. Com a eliminação de Kevin, seria um excelente aditivo mais recorrente. Assim o mundo dos caçadores fica limitado a dois membros e elimina a noção de “grupo” que sempre existiu, com ou mais intensidade. Uma pena para a personagem, mais uma que “Supernatural” tão bem cria para depois não fazer render. Não é necessário de focarem-se TANTO nos irmãos, há espaço para mais pessoas. Garth abandona, Charlie está em Oz, Castiel sabe-se lá onde e temos apenas os dramas internos de duas almas que já não sabem o que dizer uma a outra…

Garth: “You come barging in here, guns blazing … all chins … and hair.”

Interessa sim falar do final, que trouxe uma tradicional conversa, mas com uma pinta de mudança. Estava a espera que tivéssemos uma converseta que ditasse mais um adiamento da reunião mas não só acabou o hiato da irmandade como esta parece estar realmente diferente. Falava no episódio passado que com a marca de Caim veio uma mudança no destino dos irmãos, e esta conversa parece ser mais um prego no caixão que é esta família de dois elementos. Teremos mesmo chegado a um ponto em que a carta “irmão” deixou de ter poder? Chegamos a um ponto sem retorno em que a filosofia de ambos dita uma verdadeira fenda no caminho dos dois? Não sei se é realmente isso que vai acontecer ou não, mas confesso que gostava. Esta simbiose dura desde o início da série, raios, é isso que a acaracteriza! Mas se realmente iniciaram algo, não podem voltar a atrás, não faz mais sentido. Quer a série dure mais um par de anos ou não, não há mais paciência para discordâncias temporárias. Eu vi realmente uma mudança no olhar de Sam e no modo de falar, e mesmo Dean conseguiu sentir que algo está diferente desta vez.

Sam: “We don’t see things the same way anymore, our roles in this whole thing… I can’t trust you not the way I thought I could, not the way I should be able to… You say that like it’s some sort of cure-all, like it can change the fact that everything that has ever gone wrong between us has been because we’re family… I’m saying, you want to work? Let’s work. If you want to be brothers…

Não se esqueçam da malta de “Supernatural (Portugal)” que têm corações fresquinhos para todos.

O Melhor: Os tradicionais e sempre engraçados olhares de indignação de Dean. A noção de que a fenda dos irmãos pode ser real desta vez e que “Supernatural” pode sair um pouco da bolha de segurança. Dean não ter mentido sobre a marca de Caim.

O Pior: Quase tudo o resto. Garth é mais um membro dos “bons” que é grandemente mal aproveitado e foi, basicamente, arrumado para canto. Este episódio ter vindo depois de um tão bom.

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