Supernatural: 9×13 – The Purge

[SPOILERS] Qual é o melhor remédio para quando uma relação está mal? Comer!

Ok, foi só Dean (Jensen Ackles) que se virou para a comida, e não mais do que o costume, mas numa cidade que faz da arte de comer demasiado um desporto venerado. Problemas de 1º mundo! Dean ainda engoliu bem o discurso honesto de Sam (estava a espera de ver Sam mais chateado, não o contrario), mas agora é preciso encontrar o aspirador “humano” que faz lipoaspirações fatais.

Larry: “And you’re certified in…”
Dean: “Making people sweat! Yeah, kickin’ ass and takin’ names! That’s how we do!

O episódio desenrolou-se de uma maneira clássica, de um típico caso semanal, com mortes a fazerem transições entre partes. No meio houve lugar paras as tradicionais tiradas de mestre de Dean, de o vermos de rede no cabelo, e as meninas consolaram a vista com o nosso Sam (Jared Padalecki) em trajes “menores”. Eu tive de me contentar com a loiraça e a Chupa Cabra da médica que também não era nada má… fora a parte de ser um monstro, vá. O desenlace apenas surpreendeu em não ser ela a assassina, e talvez a palavra “surpresa” seja demasiado excêntrica aqui, já que não aqueceu nem arrefeceu. As cenas de lanterna na mão, à caça, provaram a falta de originalidade e que o episódio só queria chegar ao fim, para a parte que interessa.

O melhor, aliás, a única coisa de útil veio com o final. Primeiro, a persistente questão dos últimos episódios, a de salvar monstros ou não com base nas suas intenções, e em que Sam faz um ponto válido: deveria ele ter sido morto pelos crimes de Gadreel? Se não, exige-se a imposição de perguntar antes de matar. Segundo, mais uma conversa entre irmãos que assenta mais um tijolo na parede que separa esta família. Confesso que tenho gostado de ver Sam, vê-lo a afirmar-se e não ser aquele molusculo sem espinha que sempre foi. Podemos não concordar com ele, partilho/amos mais do ponto de vista de Dean, mas Sam defende-se com lógica e acima de tudo, com uma racionalidade que faz sentido. Entende os sacrifícios do irmão e porque faz ele as coisas que faz, mas onde divergem é no motivo de base. Sim, Dean tem medo de estar sozinho, mas não acredito que salve o irmão por egoísmo. O facto de Sam dizer que não tomaria as mesmas atitudes é que choca realmente, a Dean e a nós. Não acredito que seja inteiramente verdade, Sam já se sacrificou varias vezes pelo irmão, mas acredito que na cabeça dele ele pense mesmo assim agora e isso assusta muito Dean, como foi visível na sua cara de espanto. A série caiu na repetição da zanga, mas tem-na abordado de uma maneira bem mais real, consciente e complicada do que alguma vez o fez… e nesse aspecto quebrou o ciclo para melhor.

Em suma, foi um episódio bastante “inútil”, já que não abordou temas centrais de anjos e demónios, mas que subiu mais um degrau na relação dos Winchesters. É pena que não tenha sido um episódio à altura de um mini hiato. Durante as três semanas em que “Supernatural” vai estar parada, podem visitar a malta do “Supernatural (Portugal)” para vos manter a par de todas as novidades.

O Melhor: Os esporádicos momentos de humor do episódio. O gap entre Winchesters e a maneira como a série mostra que o amor é complicado. O amadurecimento de Sam. A relação Dean/Sam é das melhores que alguma vez vi em televisão.

O Pior: A inutilidade do episódio que gritou “filler” e “episódio modelo” por todos os lados. Que “Supernatural” não faça um esforço nestes episódios antes de hiato. Se calhar as cachopas estavam à espera de mais carninha à mostra! Apesar da boa evolução na história, o final é uma estaca no coração para quem segue esta relação há oito anos.

Partilha o post do menino no...