Supernatural: 9×14 – Captives

[SPOILERS] “Supernatural” regressou de um hiato de duas semanas, mas eu achei por bem prolonga-lo. Achei que o episódio precisava de amadurecer e então só lhe pego agora… quando já azedou.

Yep, bunker’s haunted”. Bem, isto é que é começar logo no meio da acção! O que veio depois, bom, digamos que não era aquilo que mais desejava depois de umas semanas de paragem. Só há uma coisa que gosto menos do que as marteladas de culpa de Dean e Sam (Jared Padalecki), o regresso de personagens que não têm de regressar. Dizia eu na análise anterior que estava a gostar de como “Supernatural” estava a abordar os mesmos temas mas de outra forma, mas não era este tipo de reciclagem que se desejava. Já com Bobby tivemos disto, agora Kevin (Osric Chau), uma personagem bem menos carismática e bem mais irritante que talvez tenha tido uma morte mais importante do que se calhar merecia. A partida foi boa e este é mais um regresso que estraga a pintura. Se a isso acrescentarmos o regresso da mãe (Lauren Tom) também…

Enquanto isso, Castiel (Misha Collins) reencontra um velho subordinado que agora dá ordens. As fracções multiplicam-se, umas mais radicais, outras mais pacifistas, mas a verdade é que não passa de caos organizado. Almas estão no limbo sem terem para onde ir e é preciso dar ordem à casa. Cass depara-se com o velho “meios que justificam os fins” e pondera aliar-se a um anjo que perdeu completamente o norte e cuja ambição só pára no domínio do Céu. Sabemos desde cedo que ele não irá alinhar, por muito sedutores que sejam os recursos para encontrar Metatron, mas pronto, passemos um episódio a ver a “indecisão”.

Dean (Jensen Ackles) e Sam continuam a cair nas armadilhas de sempre e a cometer os erros do costume. Vocês não sei, mas ao fim de nove anos já não entrava numa sala sem que a pessoa que não conheço de lado nenhum entrasse à minha frente, mas isso sou eu. O final é mais uma vez previsível e surge a questão: porquê este episódio Tran? Não só não dão conclusão ao caso (mãe vai levar o filho consigo… porque toda a gente sabe que isso corre sempre bem = ainda não é a última vez que vemos os Tran) e houve zero progressão. Ou melhor, houve, no arco de Castiel, ao eliminar Bart. Imaginava-o como o “mau” da temporada nas primeiras aparições, mas o estatuto foi caíndo e realmente, com mauzões como Abbadon e Crowley em jogo, não há lugar para mauzinhos.

Dean voltou aos phones e Castiel ganhou novamente o estatuto que teimam em lhe meter aos ombros, o de líder. Quantas fracções conseguirá ele reunir e quantas será obrigado a eliminar por um “objectivo maior”?

O Melhor: O degrau evolutivo de Castiel. A série mantém a intenção de criar uma fenda entre irmãos, faz bem.

O Pior: Mais um regresso dos mortos que além de borratar um pintura bem acabada, não acrescenta nada ao quadro. Conseguiu ser um episódio pós-hiato pior do que o pré-hiato.

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