Supernatural: 9×15 – #THINMAN

[SPOILERS] Vamos ver se eu percebi esta introdução: uma miúda a tirar selfies com péssima iluminação, um monstro que atravessa portas mas faz barulho no andar de baixo com uma porta, miúda ouve barulho e então decide fechar a porta do quarto e continuar como se nada fosse, quando ameaçada decide esconder-se no armário onde está fechada com o monstro e quando liga o “112” não coloca o telefone na orelha mas em frente à cara para que a possamos ver bem… e não fala, cai num dos choros mais mal feitos da televisão. Começa bem.

Harry: “Say hola to my little pistola!”

Os Ghostfacers ( Ed – A.J. Buckley e Harry – Travis Wester) são uns velhos favoritos dos fãs da série. Apesar de terem aparecido pouco, muitos pediam o seu regresso, tal foi o input de humor com os irmãos. E aqui estão eles, de volta, quando deviam ter ficado em “casa”. O episódio desenrolou-se como qualquer outro , sem nada que o destaque realmente, para além das constantes tiradas geniais entre os dois pares e a hilariante cara de zangado de Dean (Jensen Ackles). O suficiente para entreter.

Harry: “First of all, hell no, and quit raining on my rainbow.”
Ed: “Rainbows can’t happen without rain.”
Harry: “Don’t use science with me.”

O resto é que foi altamente manipulativo. Um dos ghostfacers tem um segredo que pode afastar o outro do “negócio de família” e então Sam (Jared Padalecki) alerta-o que esse tipo de segredos é que o vai fazer partir… meu Deus, que inesperado, nada condescendente e nada relacionável com os Winchesters! E a discussão que veio depois, entre os dois estarolas, não é de forma alguma uma repetição das discussões entre Sam e Dean em qualquer final de episódio, em que um reclama uma vida normal, o outro diz “nós vamos superar isto”, o outro diz que não não consegue perdoar e o outro pergunta o que precisa para que consiga ultrapassar a traição… Enfim, vocês também se aperceberam da manipulação/repetição tão óbvia.

Harry: “All alone, deep in the woods, a man could lose his marbles being so close to the blade of doom. Lucky for us, I’m really good at marbles.”

Terminado o caso, continuaram as semelhanças e a cópia da situação. Foi algo que me irritou bastante e achei fortuito e inútil. Já sabemos em que ponto está a situação dos irmãos, não é preciso torcer a faca e não acrescentar nada ao que já foi dito. Queriam trazer os Ghostfacers de volta? Faziam-no com um filler engraçado, querem continuar a explorar o gap entre irmãos, façam-nos com Castiel, Abbadon e Crowley à mistura! Não sei se foi o facto de ter visto este e o episódio 14 de seguida, mas foi demasiada dose de drama inútil. Nunca me canso de ficar zangado quando “Supernatural” se atira para debaixo do autocarro assim e não aproveita o que tem. Mas pelos vistos a série não tem problemas em o fazer, por isso…

Harry: “Ah, the Winchesters. Yay.”
Ed: “Says nobody.”
Harry: “Ever.

O Melhor: O regresso do lado humoresco, não do dramático, dos Ghostfacers e as picardias iniciais entre as duas equipas com tiradas bem engraçadas.

O Pior: A manipulação e a copia absolutamente rebuscada e descarada de Dean e Sam na versão de Ed e Harry. Caminhamos para mais um final de temporada em que não se aprofunda nada e se deixa tudo para o finale. O caso foi, basicamente, um episódio do Scooby Doo.

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