Supernatural: 9×16 – Blade Runners

[SPOILERS] Acho que podemos concordar que a temporada de “Supernatural” anda muito inconstante. Temos tido bons momentos, em que a série mostra os nove anos de amadurecimento, e momentos maus, em que a criança dentro da série ainda está comprometida em repetir os mesmos erros. Bem-vindos agora ao episódio do vício!

Momentos iniciais e estou feliz! Não só parece que vamos voltar ao arco principal como vemos Crowley (Mark Sheppard) em modo… não-Crowley. A verdade é que não há como falhar com esta personagem! Quer na arrogância quer na fraqueza, faz questão de nos entreter da melhor forma. O seu vício em “sanguína” (inventei agora, não têm de agradecer!) continua vivo e vê-lo sensível, a chorar com o filme “Casablanca”, é demasiado bom.

Enquanto o “não-alce” tenta procurar desesperadamente a sua nova “namorada”, esta anda a viver uma verdadeira vida de vício, com pouco rendimento e no risco de perder o seu reino. Abbadon não anda a brincar e a inactividade de Crowley pode custar-lhe caro. Ainda não perdeu o pulso, afinal ainda há quem lhe seja fiel, mas esta (bela) distração de nome Lola (Rebecca Marshall) veio provar que anda a perder qualidades. Quando se olha ao espelho, não gosta do que vê e quando se bate no fundo, até pedir ajudar aos Winchesters parece um bom plano.

Óbvio que os portugueses tinham de ter a mão em algo que acontece neste mundo, previsível! Confesso que a possibilidade de a arma ser encontrada no fundo do oceano e não (mais uma vez) “perdida” num museu era muito mais satisfatória. Já não é a primeira nem a segunda vez que artefactos desta importância são encontrados desta forma, mas vá, tenho de confessar que este colecionador até foi interessante. Claro que a aquisição desta “adaga”, que basicamente é um maxilar de um animal com uma pega ia ser difícil de conseguir, à boa maneira de “Supernatural”.

Há sempre alguém que domina a arte de se manter alheio do mundo e do caos que o rodeia, o problema é que em 99,9% dos casos essa solidão leva à loucura, ou aumenta-a. Não que muitas meninas deste mundo não gostassem de ter Jensen Ackles no seu museu… mas isso não torna Cuthbert “Magnus” Sinclair (Kavan Smith) menos doente.

Duas lições a tirar deste final:

  1. Cain disse que a marca teria efeitos secundários chatos, pelos vistos um deles é o vício pela matança que imprime no escolhido que a carrega. Efeito tão cliché em “Supernatural”, em que o dom que torna os irmãos mais fortes é também aquele que lhe dá prazer em fazer coisas maléficas.
  2. A série não aprende, os maus não aprendem, os bons não aprendem. Durante todo o episódio foi possível ver que uma parte de Crowley, a sensível, tentava conectar com Sam (Jared Padalecki), com o puro rejeite como resposta. No final, Crowley levou a mal a desconfiança e… bom, foi Crowley. O final é mais do que previsível, afinal de contas ainda falta meia dúzia de episódios até ao final para Dean (Jensen Ackles) ter já acesso à arma, mas temos mesmo de prolongar a coisa assim? Com amadorismos? Com os irmãos a serem apanhados de surpresa pelas acções do Rei do Inferno? É giro e engraçado vê-los a lidar com a “criança” durante 40 minutos, mas seria de esperar que nas alturas importantes estivessem com o sentido aranha no máximo.

PS 1- Nem perderam um tempinho a pesquisar a casa do colecionador! O museu com as melhores antiguidades sobrenaturais deve ter algo que dá jeito, não?!

PS 2- Sam torna tão difícil gostar dele! “Hey Dean, lembras-te da cena de matar o Crowley?”… ele está mesmo atrás de ti, meu!

PS 3- Lógica de “Supernatural”: Vou guardar a adaga para não me fazeres mal, mas depois dou-ta para matares Abbadon quando a encontrares… contanto que não me matas a seguir na mesma”. Faz sentido…

PS 4- Algo que li na internet e me fez rir: Se os demónios não gostam de sal, como é que Crowley procurou a adaga no fundo do oceano? No meio da água salgada?!

PS 5- Passem em “Supernatural (Portugal)“, lá também se guardam alguns bons coleccionáveis de “Supernatural”.

O Melhor: Crowley em modo dependente é tão bom como qualquer outro Crowley, Satanás o abençoe! Snooki como demónio é para lá de delicioso (apesar de má actriz). Os efeitos especiais, que na série são sempre bem porreiros. O efeito que a Primeira Adaga teve em Dean. Ver Dean mais chateado pelos riscos na “babe” do que Crowley levar a arma.

O Pior: O início prometia muito mas depois não se concretizou. A rapidez do “desmame” de Crowley. O final mais do que esperado. Não houve Cass e, num episódio que se falou tanto dela, não houve Abbadon.

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