Supernatural: 9×21 – King of the Damned

[SPOILERS] Aquele momento em que o “Then” tem mais história do que os últimos dois episódios… Finalmente vamo-nos deixar de excrementos de boi e vamos acelerar para o que interessa. Depois de ter visto o filler fail e o spin fail, estou a precisar de algo em grande.

Crowley: “You betrayed me? No one in the history of torture’s been tortured with torture like the torture you’ll be tortured with.”

Nos momentos iniciais temos logo os principais jogadores a colocar as peças para o jogo final de xadrez. Castiel, numa entrada triunfante, tornou-se o El Jefe da CIA (Centro de Inteligência Angelical) e tem um verdadeiro pelotão organizado para fazer frente ao Metaproblema. Crowley (Mark Sheppard), ainda a recuperar dos danos opióides do sangue humano, tenta recuperar o tempo e território perdido para Abbadon (Alaina Huffman). O problema é que Abbadon não só invadiu território, como já se mudou com malas para o castelo. Chegamos ao ponto em que o Rei do Inferno é “derrotado” pelo sentimentalismo humano… tss tss tss. Inicialmente confesso que esta mudança de lado do Crowley chateia por ser contra-producente. Em minutos, os episódios que gastamos com a aproximação aos Winchesters foram “por água abaixo”, mas depois lembro-me que ele só é leal a ele próprio e passa-me. Os diálogos com o filho (o gene demoníaco corre na família) foram os momentos mais engraçados do episódio e só serviram para isso mesmo, ter piada.

Gavin: “Are we in heaven, then? You must be angels!”
Crowley e Abbadon: “Wow”

É verdade que gostamos de ver Cass (Misha Collins) em modo kickin ass, mas coração mole como é tenta sempre a via diplomática. Gadreel (Tahmoh Penikett) cambaleou durante a temporada entre o Bem e o Mal, o testemunho de Sam (Jared Padalecki) confirma que há uma luz ainda. Será que saberá escolher um lado? Algo me diz que ele será um mártir no final, sacrificando-se na luta contra Metraton. Mas ainda não chegamos aí.

Gavin: “You sold your soul?! For an extra three inches of willy?”
Crowley: “Priorities change. I wasn’t the bon vivant that I am now.”

O final não é tão diferente de tantos outros, com a caça e os monólogos do costume, enquanto um ou os dois irmãos estão presos/inconscientes. A diferença é que agora envolve Abbadon, Crowley e a Primeira Adaga. Os riscos são diferentes, estão mais coisas em jogo, os poderes são outros. Dean (Jensen Ackles), em modo Jedi sedento de sangue, surpreende em despachar já Abbadon. No fundo faz sentido ele conseguir fazê-lo, de que serve um assassino de demónios que não consegue resistir aos seus poderes? O resultado é uma das cenas mais espectaculares que a série teve até hoje e uma morte que, embora muito lamentável pela perda de uma personagem tão interessante, é necessária. Pode-se argumentar que se ela dá um tiro em Crowley porque não dá em Dean, porque não manda a adaga para bem longe e se Dean já não tem a adaga como raio mantém o poder… mas, fuck logic! A temporada caminha para o fim e há muitas arestas por limar. Abbadon é, apesar de tudo, a menos importante ameaça no grande plano das coisas. Adeus Abbadon, vais deixar saudades, apesar de vilã secundaria tiveste mais carisma do que muitos principais que passaram por “Supernatural”.

Gavin: “Why do I hate you?!”
Crowley: “I mean, I beat you, starved you, came home drunk, beat you some more, woke up hungover, and, yeah, I beat you. In all fairness, i didn’t really have any role models. My mother was a witch.”

Acaba-se um drogado por sangue, nasce outro. Dean faz mais uma etapa na sua transformação negra. É inerente na série que quando os irmãos adquirem um poder extra que lhes permite acabar com males maiores, isso vem com um preço. Qual será o preço que Dean terá de pagar? Entre o pessimismo genético de Sam e este caminho obscuro de Dean, não se afiguram alegrias… Um episódio que deixa qualquer fã muito mais satisfeito e que lança bem a tríade final. Ansioso pelo final e o que ele trará, com certeza será negro.

O Melhor: A morte de Abbadon, que entra para o Hall of Fame de “Supernatural”. A tanga que o anjo Ezra levou no interrogatório de Dean e Sam. “Juliet? It’s papa. Stand down”. O regresso da série ao que realmente interessa. Crowley paternal.

O Pior: Era mais que previsível que Crowley ia levar o filho, mas será que a estupidez Winchester nestes casos não tem limites?! Podia referir a repetição de diálogos entre Sam e Dean, mas neste episódio chateou menos. Embora espectacular, é pena que Abbadon tenha uma morte tão emburrecida, não se adequa a um personagem que jogou tão bem no tabuleiro. Episódio com bons momentos, mas tive a impressão que tudo foi colado com fita cola, houve falta de coesão.

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