The Borgias: 1×04 – Lucrezia’s Wedding

[SPOILERS] Vaticano… 149 e qualquer coisa… “The Borgias”… semana 4… esta introdução acaba por exemplificar o ritmo a que este episódio ocorreu. Os mafiosos voltam esta semana, o menos mafiosos possível e em ritmo de festa.

O grande dia de Lucrécia aproxima-se e todos os preparativos estão a ser feitos para que seja um dia bem especial para a pequena pérola Borgia, se não comprometer muito o propósito real da cerimónia obviamente, este episódio foca-se assim mais na relação no interior da família. Vanossa (Joanne Whalley) não quer perder de modo algum o “dia mais feliz” da filha mas percebe que não há nada que possa realmente fazer. Acaba por ser Cesare, o verdadeiro protagonista da série na minha opinião, a ter de fazer a afronta ao pai, e que olhar aquele de Rodrigo a Cesare na boda! Conseguiu-se apalpar a tensão, tanto naquele salão, como durante o casamento, em que a última coisa que Cesare queria fazer era entregar a sua amada irmã daquela maneira. Ainda em relação a Cesare (François Arnaud), acabei por não perceber bem toda aquela conversa à mesa com a mãe e o ex-marido. Disparou em direcção à mãe, disparou contra o pobre Theo (David Bamber) por ele estar ali e até contra o pai.

Depois do papel importante no episódio anterior, Juan (David Oakes) foi completamente descartável neste episódio. Ainda pairou no ar que fosse provocar uma catástrofe no casamento com aquele teatro, mas era exactamente aquilo que os convidados queriam, para desgraça do noivo. Foram pequenos bocados inúteis para lhe dar tempo de antena, que valeram pelo seu sorriso matreiro.

“Hearts can deceive. Words can deceive. But eyes we should trust”

É obvio que a principal razão daquele casamento não seria a felicidade, mas a pura estratégia de Rodrigo (Jeremy Irons), que ficou bastante evidente ao longo deste episódio. Na review passada tinha feito referência ao facto de parecer que estavam a jogar “Risco” ou “Monopólio”, então o que dizer daquela distribuição de lugares na igreja…pormenor engraçadíssimo como o Papa a lidar com as famílias como verdadeiros peões . Quem também foi introduzido foi o mais pequeno rebento Borgia. Geoffre (Aidan Alexander) vai desempenhar um papel importante no futuro (se a série seguir os passos históricos), porque a sua futura e linda noiva vai ser cobiçada por Juan, o que vai levantar ainda mais pó no seio familiar. Mas para já foi apresentado como se nada fosse, durante uma lição de história do pai (brilhante com a sua vara e os seus maneirismos), o que acabou por ser o melhor do episódio para mim. Fiz também referência que a história política da série podia provocar alguma confusão no espectador e aquele esclarecimento (também houve um pouco à mesa com os Medici) no mapa foi fundamental para entender o verdadeiro plano de Rodrigo.

“Italy is like a great boot, divided into kingdoms.”

A verdadeira estrela do episódio foi a pobre noiva (Holliday Grainger) que está mais perto da inocente do que da calculista Lucrécia que vislumbramos no primeiro episódio, embora, como ela própria diz, esteja a aprender. Que pedia ela a Deus enquanto caminhava para o altar? Será que já antecipava o inferno onde se iria meter e pedia forças para o suportar? Com certeza vai poder encontrar conforto no seu novo servo, já que o seu novo marido (Ronan Vibert) parece com pouca paciência para aturar uma “criança” e vai com certeza torna-la num boneco de trapos. Já estou a imaginar aqueles maus tratos a chegarem ao ouvido de Cesare…o Micheletto (Sean Harris) terá um dia em cheio!

No outro espectro temos o nosso cardeal Rovere (Colm Feore), que continua na road trip por Itália, a distribuir peças no seu tabuleiro. Se a invasão francesa for uma realidade,terá de passar por dois reinos antes do Vaticano: Milão, que pertence ao primo do agora marido de Lucrécia, ou seja, já está do lado dos Borgia e o Reino de Florença. O bom cardeal precisa então que a família Medici faça tudo ao seu alcance para que a invasão não seja perturbada, ou seja, não faça nada.

Nota ainda para aquele momento no confessionário que foi uma festa de idiotice. Primeiro por vermos Rovere a revelar os seus planos assim tão facilmente, e depois um ainda menos inteligente espião (Attila Árpa) que não soube gerir a conversa. Estava-se mesmo a ver que alguém ia morrer no confessionário e não iria ser o clérigo. Foi bom saber no entanto, que o cardeal não se importa de sujar as mãos.

“That’s a kind of nothing that will cost you something.”

Foi o episódio mais fraco até agora. Considerando que foi só o quarto não é dizer muito, mas se virmos pelo ponto de vista que serão apenas nove, exigia-se que cada um fosse uma pequena “bomba de prazer”. Outra coisa que me continua a desiludir é o papel de Jeremy Irons. Não que esteja mal, de modo algum, mas Cesare é mais protagonista que o pai, o que é algo que não percebo bem…esperava um Rodrigo cheio de fogo! Com intervenção mais directa e decisiva. Esperemos pelos próximos episódios para ver se algo muda.

O Melhor: A lição de história que ajudou a perceber tudo muito melhor.
O Pior: O episódio mais enfadonho até agora.

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