The Borgias: 1×06 – The French King

[SPOILERS] Este episódio chama-se “O Rei Francês”, obviamente pela inclusão importante do rei francês na trama, mas bem se poderia chamar “Sexo, Guerra e Família”.

Sexo: Este foi definitivamente o episódio com mais sexo em toda a temporada. Juan, Rodrigo, Gioffre e mesmo Lucrécia vs Cesare, numa sequência seguida de imagens com os respectivos amantes. Jeremy Irons não é muito de se mostrar no ecrã neste tipo de cenas, já deu para perceber, mas aquela analogia entre a perna e a “bota” de Itália, explicando a politica, foi das melhores coisas do episódio. Cesare, coitado, vê-se “traído” pela mulher que ama. Afinal quando esta lhe pediu que a libertasse do casamento, não era bem aquilo a que se referia (que queria ela afinal?!). O corte de cabelo nestas situações fica sempre dramático e o ter vestido logo o hábito ainda foi mais forte. Lucrécia (Holliday Grainger) anda entretida com o seu servo numa relação que não me diz muito, não traz nada de novo para algo que já vimos muitas vezes acontecer. Mas o plano dos dois se beijarem através do reflexo foi muito bem conseguido. (Quem não tremeu quando o abusador Sforza (Ronan Vibert) se levantou e foi em direcção ao quarto? Lucrécia anda a abusar da sorte!)

Juan esse, anda a bater no fundo no que toca a morais e éticas. Já referi varias vezes que esta série é feita de detalhes e por vezes esta família até pode parecer “não tão má assim”, mas se pensarmos em Juan a ter relações com a noiva do irmão, numa mesa cheia de corpos… percebemos logo que não estamos a ver algo trivial. Já não tinha sido mau o suficiente, ainda repete a façanha na noite de núpcias do pobre desgraçado. Não se sabe se Gioffre (Aidan Alexander) foi até ao fim, mas que pelo menos já consolou a vista… Lucky kid!

Família: Rodrigo tem tido tanto trabalho a governar o futuro da Europa como a vida dos filhos. Enquanto Cesare (François Arnaud) consegue manter os seus assassinatos e espionagens fora do radar do pai, mas sempre confrontado com a sua natureza, a natureza dos Borgia, à qual quer desesperadamente fugir…Juan (David Oakes) é muito menos subtil. Theo conseguiu escapar ileso ao reencontro com o primogénito, mas quando se cruza com o bad boy (se é que há alguém nesta família que se possa diferenciar por isso) não tem tanta sorte. Juan agiu por medo e ódio de si próprio, do seu maior defeito/fracasso: a eterna dúvida sobre a sua paternidade…acabando por descarregar no seu “pai”. Rodrigo aparentemente brinca com ele para o manter na ordem (já se sabe que Juan tem carta-branca para as suas loucuras e independências), desde que não pise o risco. Aquele estalo foi bastante “forte” e ilustrou isso mesmo.

Guerra: O Príncipe Alfonso II de Nápoles voltou! Parece que a loucura é genética e é bom ver que toda a família é assim “requintada” e Sancia (Emmanuelle Chriqui) é mais uma pedra num charco que por si só já é mais que tumultuoso. Falta agora saber qual é o seu real objectivo na corte de Roma…acelerar a independência de Nápoles? Corroer a família Borgia? Recolher informações sobre os avanços franceses? Ou será apenas desfrutar da luxúria?

Estas personagens nobres são do melhor. As centrais são sólidas (umas mais que outras) e têm o encanto que se lhes conhece, mas é nestas personagens que se vê o bom casting que foi feito. Este rei Francês (Michel Muller), o honesto (com a fixação no feio) e directo rei é um “tolo” que deve ser levado a sério. Bom de ver o pânico na cara de Rovere (Colm Feore) quando o rei lhe diz que se ele quer guerra, à moda francesa, é bom que esteja pronto para lidar com isso. Nota: fui só eu que nunca tinha ouvido falar num canhão que disparasse duas bolas?!

Acho que já deu para perceber que esta temporada é para cimentar personagens e o seio da família, sem grandes acontecimentos. À semelhança do episódio anterior, este também não contou com nada significativo a nível histórico, mas daqui não leva críticas por isso. O foco está virado para a solidificação das personagens, como quem coloca as peças no tabuleiro. “The Borgias” é para ser saboreado devagar, devagarinho…

O Melhor: O Rei Francês e o riso do príncipe de Nápoles.
O Pior: Lucrécia “estagnou” no servo.

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