The Borgias: 1×07 – Death on a Pale Horse

[SPOILERS] The War is Coming! Não é só “Game of Thrones” que tem direito a uma frase, nós em “The Borgias” também podemos ter! O primeiro grande teste está ás portas de cada um dos estados que Rodrigo pretende unir, como irá ele lidar com tudo isto?

Não sei se ficaram com a mesma opinião após este episódio, mas quando comparados com as restantes figuras que os rodeiam, os Borgia podem não ser assim tão maus como os pintam. Entre interesses, arrogância, medo ou pura cobardia, todos puxam o fio para a sua novelo.

Cardeal Rovere (Colm Feore) já tinha percebido no episódio anterior, ou pelo menos suspeitava, que o seu plano não iria correr como esperava. Não sabemos que estaria à espera que o exército francês fosse montar nos seus póneis e cavalgasse por Itália adentro, libertasse a sua Roma e o deixasse no trono, para posteriormente voltar a França…tudo isto enquanto cantavam “Abram alas para o Noddy!”. Assim que viu nas sangrentas e caóticas ruas de Lucca (já visitei e é bem bonita a sua muralha, recomendo), cobertas pelos corpos de mulheres e crianças impiedosamente degoladas pelos soldados do “engraçado” rei,  lembra-se imediatamente das palavras proféticas de Savonarola.

Com este exército francês tivemos também o primeiro grande plano arsenalista da série. Os franceses devem pensar que Neil Jordan deve ter algo contra eles, porque torna-os sempre inimigos. Em “The Tudors” já eram ameaça a Henrique VIII, ao menos lá o rei era bonito.

No meio de tanta agressividade ainda houve espaço para um pouco de “comédia” com a entrada em Florença. Estava a ver o momento em que o rei ou se partia a rir, ou orientava mesmo a lança para a frente juntamente com todo o exército. Machiavelli (Julian Bleach) mostra uma frieza de louvar, mesmo depois de tudo o que lhes foi exigido, ali ainda há honra a defender.

Pequena nota para o príncipe louco, filho de pai louco e…morto. Tinha noção que aqueles gritos do príncipe Alfonso II (Augustus Prew) para o pai, nas duas vezes em que nos presenciou com a sua presença, eram de desprezo. Mas aquela cena da morte mostra uma realidade diferente.

There was a reason for my marriage brother, remind me of it.

Internamente as coisas também não estão estáveis para Rodrigo (Jeremy Irons). Cardeal Sforza (Peter Sullivan) apesar de o apoiar faz-nos levantar algumas vezes a sobrancelha. Porquê aquele discurso e postura quando Cesare (François Arnaud) tenta puxar dele alguma indignação? Depois daquele discurso (mais um de Jeremy Irons), aquele silêncio na sala não deve ter sido nada bom de “ouvir”, mas Sforza acaba por salientar o óbvio: a excomunhão de Rovere (e do povo de Florença) não muda nada! Algo mais precisa ser feito.

Ainda bem que Rodrigo pode contar com uma combatente do seu lado. A bela Giulia (Lotte Verbeek) é a mulher certa para Rodrigo, não se limita a ser uma meretriz e ultrapassando o seu “dever” vai com certeza ajudá-lo.

-Is that time of the month Rodrigo.
-We are denied entry then…

Cesare, desta vez mais ausente, descobre que algo não está bem com Lucrécia (Holliday Grainger). Mas o episódio não dá asas a que essa preocupação se prolongue. Ainda bem que veio esta guerra que o vai distrair daquela história de amor com Úrsula (Ruta Gedmintas) que não o leva a lado nenhum, a nível pessoal e da personagem. Acentua-se o meu “dislike” sobre a recente freira, continuo a achar que ela pediu indirectamente a Cesare que assassinasse o marido, logo, não percebo esta mudança de opinião/vida. Valeu pelo reconhecimento, mais uma vez profético, do grande potencial de Cesare no futuro.

I should keep you in chains, i suspect you would be happier…something happen, i know it…Your eyes, you no longer walk on air. Where is my young sister hidding?

Lucrécia, depois de “passar o fim-de-semana em casa dos pais”, voltou de Erasmus para o reino da ameaça/ajuda que vem de longe. Acabou por ser o momento que esteve com o irmão o melhor da sua presença no episódio, porque os restantes três podiam ter sido melhores: Lucrécia e o rapazito (continuo a achar que aquele romance é reciclado, não traz nada de novo, para além de que aqueles beijos debaixo da árvore foram muito fraquinhos), Lucrécia e a água (momento um pouco “Looney Toons” aquela escorregadela), e a Lucrécia e a barriga (demasiado tempo tempo para se dizer aquilo que toda a gente percebeu, logo à mesa, no primeiro enjoo).

Juan (David Oakes), claro, continua a desfrutar do noivado do irmão. Mas para quem não resistiu a ver a preview do próximo episódio, já percebeu que a sua vida está prestes a amadurecer!

PS: Não irá acontecer, mas quem gostaria de ver o rei francês a comentar a mesa da última ceia do reino de Nápoles? Eu!

O Melhor: A Guerra e a possibilidade de vermos o drama a estender-se para além das quatro paredes.
O Pior: Não sinto falta de Úrsula. Já sinto falta de Micheletto. Quero sentir mais falta de Lucrécia.

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