The Borgias: 1×08 – The Art of War

[SPOILERS] O cerco aperta-se. Aperta-se a Rodrigo e ao seu papado, a Roma, a Nápoles, a Lucrécia, Giulia e a Juan… este exército invasor está a deixar toda a gente à beira de um ataque de nervos e não é para menos.

A última via diplomática de Rodrigo (Jeremy Irons), que de diplomática não tem nada, dependente da Espanha esfumou-se tão depressa que nem deu para lhe dar esperança. Algo me diz que a segunda temporada vai ser carregadinha de momentos em que Rodrigo vai poder esfregar na cara de todos estes que agora o abandonam, o Imperador Espanhol deverá estar na lista.

O efeito do canhão “duplo” é devastador. Por um lado o instrumento bélico que tão belas e gráficas imagens nos presenteou, do outro um concelho de ratos que foge mais depressa do navio que o diabo da cruz. A tentativa de Rodrigo em evitar a debandada foi assim, apenas temporária.

Pedir a Cesare (François Arnaud) que apoie o irmão, sabendo do seu desejo em ocupar o seu cargo, do desprezo por ele e pelas suas capacidades militares…é o mesmo que lhe pedir que engula pedaços de vidro. Mas com o apoio do seu primogénito, lá conseguiu manter os ratos no navio. Valeu o esforço de Cesare que encheu o pai de orgulho.

Because lechery and debauchery are the very marks of nobility.

Cesare, que faz de pai a Juan (David Oakes) e de irmão a Rodrigo, confundiu-me com a sua expressão facial quando ouve o plano de batalha de irmão. É de surpresa por algo mais ou menos inteligente ter saído daquela cabeça, ou achou tão ridículo que nem teve capacidade em articular palavras? A verdade é que era a derrota anunciada, não só o seu serviço de inteligência falhou em o avisar da existência de tal canhão demolidor, como a ideia de vencer aquele mar de gente era absolutamente disparatada (talvez Leónidas e os seus 300!). O olhar de pânico de Juan quando não vê flancos no exército inimigo é impagável e tem de ser a irmãzinha a ter de o safar.

Cesare ouve o seu Papa confessar-lhe que é apenas o amor de pai que vê qualidades no desalentador Juan e é o seu confessor pessoal que lhe dá a ideia “iluminada”. Rodrigo volta assim às origens de “hábitos velhos”, mas com que fim?

Where warfare is concern your eminence, the Good Lord takes a holiday.

Paolo (Luke Pasqualino revela o seu valor honroso, nobre e sangrento enquanto as palavras lhe saem ao ritmo que o sangue lhe sai das costas. Assim já gosto mais dele (soou muito mal?!).

Quem esteve melhor, talvez o melhor até agora, foi a nossa princesa guerreira, Lucrécia (Holliday Grainger). Aprende depressa e vai usar todos os seus encantos para dissuadir o rei Francês, aliás, já o conseguiu fazer no campo de batalha. Gostei também da “coça psicológica” que deu a Rovere (Colm Feore), seguida atentamente pela amante de Rodrigo, uma professora (Lotte Verbeek) orgulhosamente atenta. Gosto do seu papel na história, não tenta ser mais do que é, realizando um papel importante com Lucrécia e Rodrigo.

Alguém adivinha o desfecho desta história?

O Melhor: Micheletto de barba, sempre com aquele olhar de quem vai matá-los a todos enquanto o mosquito pisca o olho.
O Pior: Tornar a encaixar ali a freira Úrsula…

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