The Punisher – Análise 2T – Punir a história…

[NÃO CONTÉM SPOILERS DA 2T DE “THE PUNISHER”] Daqui a poucas horas a segunda temporada (e última) de “The Punisher” estará disponível na Netflix. O que esperar do segundo capítulo do anti-heroi mais letal da televisão?

A primeira temporada mostrou um Frank Castle só possível num serviço de streaming/cabo. Com muitas mortes, sangue e linguagem que tornam a personagem diferente de todos as adaptações actuais das comics. Jon Bernthal parece ter nascido para o papel e agora já não consigo imaginar outro grunhido que não o dele. O segundo capítulo vem depois da mais que anunciada retirada da Marvel da Netflix, ou seja, não é preciso ser mago para perceber que este é o fim da personagem, pelo menos neste formato. É-me dificil imaginar a “limpinha” Disney a explorar isto no Disney+, mas veremos.

A segunda temporada começa uns meses depois, com um Castle a tentar reconstruir a sua vida, mas preso na mesma sina do costume: os problemas parecem cair-lhe no colo, ou nos punhos. Tudo o que vimos e adoramento anteriormente está presente nestes 13 episódios: mais cenas de acção incríveis, muito sangue, muita pancadaria, ossos partidos, carne perfurada e Castle a sobreviver a feridas (e a recuperar delas) como se de um Deus se tratasse. O maior problema é quando isto não acontece…

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Há duas histórias paralelas a acontecer e nenhuma delas cria especial tensão/surpresa/interesse. Por um lado temos Billy Russo/Jigsaw com uma relação previsível com outra personagem, a passar por amnésia (o que em 2019 é para lá de repetitivo) e a repetir os planos da primeira temporada. Do outro lado temos uma adolescente irritante, com todos os clichés habituais de rebeldia/sensibilidade por baixo da carapaça. Quando a série abranda, ou melhor, faz full stop, torna-se chata e põe-nos ansiosos que alguém comece a disparar alguma coisa. O ritmo é inconstante e faz questionar porquê, oh porquê!, que isto não tem dez episódios apenas.

Jon Bernthal continua incrível e Ben Barnes tem mais por explorar na sua personagem. Amber Rose (Dinah) passa toda a santa temporada com os olhos a lacrimejar e Giorgia Whigham (13 Reasons Why) não tem muita culpa do que foi escrito para a personagem. O destaque das novidades vais para Josh Stewart, John Pilgrim. À semelhança do que acontece no mais recente Daredevil, há dois viões e Pilgrim é essa ameaça.

Para os fãs da primeira temporada, podem contar com tudo aquilo que vos agradou, menos uma história igualmente cativante. Há um final relativamente conclusivo e satisfatório, por isso não deixem que o cancelamento vos retire a pica. Não consigo deixar de pensar que a temporada foi uns furos abaixo da primeira, mas é apenas a minha opinião…

PS- Há ainda uma participação inesperada lá para o final da temporada… alguém que os fãs portugueses conhecem bem…

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