The Umbrella Academy – Uma nova fornada de super-heróis…

The Umbrella Academy acaba por ser tão estranha como o seu nome: estranha, diferente e leva o seu tempo a cair no goto. Mas vale a pena!

Após os primeiros quatro episódios é possível dizer que está aqui uma história que interessa seguir. A série é uma mistura de estilo de Watchmen com os poderes de X-Men. No centro da história temos um grupo de “irmãos” que nasceram de repente, literalmente, na mesma altura. Alguns são comprados por um milionário que está determinado em treinar o pelotão para salvar o mundo. Infelizmente, esta não é a definição de um lar caloroso para se crescer e todos eles desenvolvem “daddy issues”.

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Ellen Page é a única do grupo sem poderes, Tom Hopper (Black Sails) é o líder que esconde um problema à flor da pele, Emmy Raver-Lampman é uma telepática que não consegue manter os mais queridos por perto, David Castañeda um vigilante com carapaça dura e miolo mole e Aidan Gallagher é um velho preso no corpo de uma criança. Quase todo o elenco tem poucos créditos mas é supercompetente e nem é Ellen Page que rouba o show (o seu constante estado depressivo até pode chatear alguns). É mesmo Gallagher como “Cinco”, que deu o salto directamente da Nicklodeon, que nos oferece uma representação para lá do bom. Do outro lado do espectro da bondade temos Mary J. Blige e Cameron Britton, uma espécie de Vega e Jules de Pulp Fiction, ou os anjos de Preacher.

Como uma boa série que se preze, não é o factor “super-herói” que agarra, mas uma história que está constantemente a dar-nos perguntas e respostas e uma banda sonora que aprofunda os momentos mais tensos ou contemplativos. Se estão mergulhados em super-poderes na televisão, esta série é para vocês, se estão fartos do mesmo, esta série é para vocês. Ao contrário do habitual na Netflix, esta temporada conta com apenas 10 episódios (o que é bom!).

Estará disponível esta sexta-feira, dia 15.

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