Trabalhar nos sete filmes da semana…

É verdade que estamos em período de férias, mas usem estes filmes para moldarem uma semana normal de trabalho. Ou então não, porque alguns não valem a pena. Saltem à frente já que não podem saltar os dias…

Segunda-feira: Prisioners

A moral está baixo, não há nada a fazer. Deixar a cama é mais difícil que escalar o Everest mas ainda há um optimismo no ar. Denis Villeneuve é dos meus realizadores favoritos, logo, o optimismo estava “upa upa”. Tal como as aspirações a caminho do trabalho, o filme pareceu-me presunçoso na sua inteligência. Jackman prova que não há papel que não consiga brilhar, Dano faz o mesmo papel pela 37ª vez e Maria Bello é a definição de desperdício. A semana começa mal porque tudo sai como se prevê mas não como se esperava.

Terça-feira: The Outsider

Aqui nem sequer temos o factor esperança. A semana começou “agora”, faltam mil anos para sexta e perguntamo-nos qual é a razão da nossa existência. Quando olho para este filme penso o mesmo. A história começa sem rodeios e mantém o tom nas cenas de violência, o problema é o resto. Um romance que é igual a tantos outros e uma história que no fim nos faz perguntar, “mas então, é isto?!”. Ainda pensei que seria revelada uma segunda camada no protagonista, mas nem isso. Jared Leto, ainda com o peso físico de “Suicide Squad”, será lembrado pelos seus hits and misses na carreira, mas infelizmente será verdadeiramente valorizado tarde de mais.

Quarta-feira: Legend

Nem é sim nem sopas. Há quem veja o copo meio vazio e outros meio cheio. Reg, a alegria da festa, e Ron, o medicamente insano, formam a face mafiosa de uma moeda que reinou Londres na década de 60. Este não é um filme de destaque e não é tão pouco um mau filme, é um “OK”. É daqueles que não conseguimos identificar muito bem o que falta para ser ainda melhor. O filme vive 90% da representação dessa lenda viva que é Tom Hardy.

Quinta-feira: Pacific Rim Uprising

Já só falta mais um dia! Lembramos que o mais complicado já passou e há que fazer um último esforcinho. “Uprising” relembra a alegria desprovida de complicações que foi o original. Um filme pipoca que entretém quem não espera mundos e fundos, mas infelizmente também lembra que não há Idris Elba nem Charlie Hunnan. Boyega tem carisma suficiente para carregar a história, mas não faz esquecer que a sequela é só um “mais maior muito”. Ao menos as batalhas não são tão caóticas como “Transformers”, aliás, os melhores momentos são mesmo da responsabilidade dos Jaegers. Lá está, é só pensar na coisa boa (fim-de-semana) e tentar não ligar ao resto (buracões na história).

Sexta-feira: Tomb Raider

Alta moral para começar o fim de semana em grande!… a não ser que não tenhas planos. Alicia Vikander é bastante competente (e fit!) e no geral o filme surpreende por ser das melhores adaptações de videojogo (a barra está baixíssima!). O problema é o tom. No jogo há mais sofrimento, há mais solidão. Aqui Lara tem uma entourage sempre com ela, um sidekick que dispara melhor que militares, um grupinho que assiste aos puzzles, um ajudante curandeiro… Lara cai no colo de Vikander, no jogo a protagonista cresce para se tornar na Lara. Entendo que o rating de um produto não é o mesmo do outro, mas foi o peso físico e psicológico que destacou o jogo, aqui temos apenas a versão light. Se o jogo não vos passou pelas mãos, o filme terá um paladar muito melhor.

Sábado: Ready Player One

Neste dia não há complicação que tire o sono. Tudo é alegria e o fim-de-semana está com a energia toda. Este filme transpira a Spielberg (o velho Spielberg descomplicado e divertido) e cheira a boa disposição. A história é assumidamente previsível mas há tanto estímulo visual que não temos tempo para pensar nisso, aliás, há data suficiente no ecrã para ver e rever o filme e mesmo assim encontrar sempre algo novo. Merece cinema de sábado à noite com família e amigos, com pequenos e graúdos, porque tem tudo para agradar a todos.

Domingo: The Greatest Showman

O peso da semana que se avizinha começa a sentir-se e precisamos de positividade, de algo que nos faça sonhar e lembrar o bom que temos na vida. “The Greatest Showman” é um verdadeiro festival de alegria e música que vos irá assolar a mente durante muito tempo (finalmente posso ultrapassar “Moana”). Hugh Jackman, pois claro, lidera um bando que tomou os cinemas de assalto neste início de ano, e percebe-se o porquê: em Janeiro precisamos de sonhar. Para ver no calor do xaile, num fim de tarde chuvoso, com o cão aos pés. Mas o canito que se prepare para um sono intranquilo, porque vocês vão começar a dar ao pézinho e a cantarolar com esta banda sonora.

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