Um post-it que pariu uma sebenta…

Sabida a minha posição pouco iluminada sobre a anime (consultar passagens bíblicas aqui), mas raios, tão desapontado por “Death Note” me ter passado tão ao lado!

A premissa tem tanto de genial como de parva: a ideia de que um deus deixa cair na terra o seu caderno da morte e um jovem percebe que escrevendo nomes nesta sebenta do diabo, dita o encurtamento drástico da esperança de vida dos alvos. Mas é aqui que as regras do livro espelham o meu principal problema com tudo isto: a diversa e absolutamente longa lista de regras do seu funcionamento.

Os primeiros episódios são muito bons, confrontando a mente de um génio da morte com a do génio da investigação que o tenta apanhar. Estas duas incógnitas jogam entre si sem nunca se conhecerem e embora a série nos espete constantemente nas bentas a sua inteligência, e a dos protagonistas, vamos embalados como quem “quer ver no que isto dá”. O problema é que a série não acaba ao episódio 13, acaba no 37! Pelo meio temos arcos aborrecidos, planos rebuscados, vozes irritantes (Misa), e a incrível ironia de uma série que tem morte no nome mas não sabe falecer!

O final é mais que óbvio, mas não é por isso que não é recompensador (seria o único possível desde o primeiro momento). Não é recompensador porque a premissa inicial está demasiado diluída (um dos protagonistas é substituído por um “irmão gémeo” como nas novelas mexicanas) e simplesmente não quero saber de todos os outros nomes que a série acrescentou para tornar a história mais densa. Menos é mais, menos é mais…

Eu gostava muito de dizer que percebo este mito que é “Death Note”, mas simplesmente não é o meu saké. Não porque anime não seja a minha onda, que parece definitivamente não ser, mas porque falha nos princípios básicos de uma boa série aos meus olhos. Pequena nota para legendas da Netflix em inglês, que não coincidem (muito frequentemente) com o que é dito pelas vozes na mesma língua.

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